Ministérios do Esporte e da Educação capacitam profissionais que vão atuar no SUS
- Jornal Esporte e Saúde

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Curso de formação oferece ferramentas para atuação regional dos profissionais no programa Vencer pelo Esporte

Foto: Divulgação
Os ministérios do Esporte e da Educação, por meio do Instituto Santos Dumont, estão capacitando profissionais de educação física de 12 Centros Especializados em Reabilitação (CER) de todas as regiões do país. Os professores participam, de 4 a 7 de maio, em Macaíba (RN), do Curso de Capacitação de Tutores do Programa Vencer pelo Esporte, que tem como objetivo implantar o paradesporto como ferramenta de reabilitação e inclusão, com foco no planejamento de intervenções práticas.
Com carga horária de 60 horas — sendo 30 presenciais e 30 remotas —, a programação foi dividida em dois módulos. O primeiro aborda dimensões sociais da deficiência e inclusão, atuação em equipes multiprofissionais, simulações práticas, transtornos do neurodesenvolvimento, avaliação e intervenção adaptada, visitas guiadas e práticas desportivas voltadas à deficiência intelectual (TEA), além do modelo de desenvolvimento paradesportivo e do festival da inclusão.
O segundo módulo, remoto, será estruturado a partir do diagnóstico de cada região, com plano de ação, aulas dialogadas, análise de documentos e legislação, rodas de conversa, estudos de caso e vivências. A avaliação considera 30% de participação, 30% de prática pedagógica e 40% na elaboração de um festival da inclusão.
“É um momento histórico para a pessoa com deficiência e para o esporte, pois estamos formando profissionais de educação física para implantar o paradesporto como reabilitação e inclusão. Unimos esporte e saúde, garantindo funcionalidade e cidadania para as pessoas com deficiência”, afirmou o secretário nacional do Paradesporto do Ministério do Esporte, Fábio Araújo.
“Recebemos a primeira turma de tutores com realidades diversas, após etapas como diagnóstico situacional e seleção territorial. A formação oferece ferramentas para integrar o paradesporto ao cuidado multiprofissional, desde a avaliação até o plano terapêutico, permitindo sua aplicação ao longo de todo o processo de reabilitação. Também inclui conteúdos voltados ao espectro autista e ao modelo de desenvolvimento paradesportivo. A etapa presencial é complementada por acompanhamento remoto, com plano de ação para implementação nos CERs. A expectativa é que, ao retornarem, os profissionais tenham apoio institucional para aplicar o que foi desenvolvido”, declarou a professora Fabíola França, responsável pela capacitação.
* Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte.



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