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Vacina de Oxford começa a ser distribuída para os 92 municípios do RJ

Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
Jornal Esporte e Saúde
25 de jan. de 2021
3 min de leitura

Distribuição segue logística da operação com a CoronaVac, na semana passada. Na capital, a vacinação começa na quarta (27). São 75 mil doses para atender aos profissionais de saúde. Os dois milhões de doses da Oxford chegaram da Índia na última sexta-feira (22).


Distribuição segue logística da operação com a CoronaVac, na semana passada. Na capital, a vacinação começa na quarta (27). São 75 mil doses para atender aos profissionais de saúde. Os dois milhões de doses da Oxford chegaram da Índia na última sexta-feira (22).


Helicópteros que distribuirão as vacinas de Oxford/AstraZeneca aos municípios do RJ — Foto: Reprodução/TV Globo


O Rio de Janeiro inicia nesta segunda-feira (25) a distribuição de 176.220 doses da vacina Oxford/AstraZeneca para os 92 municípios do estado.


A distribuição, prevista para começar no início da manhã, seguirá a logística da operação com a CoronaVac, realizada na semana passada.


O imunizante sairá da Coordenação-Geral de Armazenagem (CGA) da Secretaria de Saúde, em Niterói, na Região Metropolitana. Seis aeronaves vão levar as vacinas para 88 cidades.


Os municípios do Rio, Niterói, São Gonçalo e Maricá vão receber a vacina por transporte terrestre. Os caminhões começam a ser carregados a partir das 7h.


O governo informou que 4,8% das doses ficarão sob a guarda da Secretaria Estadual de Saúde, como reserva estratégica. De acordo com o governo, a reserva é para atender aos municípios em casos de eventuais perdas.


Os dois milhões de doses vieram da Índia e chegaram ao Brasil na última sexta-feira (22), e foram analisadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) antes da liberação para todo o Brasil.


Neste domingo (24), o Fantástico mostrou como é feita a distribuição das vacinas por todo o país.


- Vacinação na capital


Na capital, a previsão é começar a aplicar 75 mil doses na próxima quarta-feira (27). Serão vacinados os profissionais de saúde acima de 60 anos de Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde.


As vacinas são destinadas ao público prioritário, conforme orientação do Ministério da Saúde. Veja detalhes sobre prioridades mais abaixo na reportagem.


A cidade do Rio vacinou, até as 16h45 de sábado (23), 53.144 pessoas na etapa 1, com doses do imunizante CoronaVac.


- Sem retenção de doses


Ao contrário da CoronaVac, todas as doses da Oxford/AstraZeneca serão aplicadas neste momento — não serão feitas reservas para segunda dose. A medida foi tomada tendo em vista que a aplicação da segunda dose pode ser realizada em 90 dias após a primeira.


A Secretaria Estadual de Saúde informou que enviou um ofício aos municípios recomendando uma busca ativa para levantar casos de idosos e deficientes vivendo em instituições que não estejam cadastradas no Ministério da Saúde e, por isso, possam não ter recebido ainda doses da CoronaVac.


O documento solicita ainda que os gestores municipais comuniquem à Subsecretaria de Vigilância em Saúde possíveis divergências.


- Chegada ao Rio e vacinação simbólica


As vacinas chegaram ao Rio na noite de sexta-feira (23) e foram analisadas pela Fiocruz. De lá, elas seguiram na tarde de sábado (23) para um centro de separação das doses para serem distribuídas para os estados. No total, foram 4 mil caixas, com 50 frascos e 500 doses da vacina.



As vacinas de Oxford começaram a ser aplicadas simbolicamente também no sábado na Fiocruz. Os primeiros vacinados foram o infectologista Estevão Portela e a pneumologista Margareth Dalcolmo. De ascendência indiana, Sarah Ananda Gomes também foi imunizada.


Sarah Ananda Gomes, médica de ascendência indiana, é vacinada contra Covid-19 no Rio de Janeiro — Foto: Arquivo pessoal


- Grupo prioritário


As recomendações do Ministério da Saúde são para que, neste momento, seja priorizada a vacinação dos profissionais que atuam na linha de frente do combate ao coronavírus.


Além disso, idosos residentes em instituições de longa permanência, pessoas com deficiência em residências inclusivas (institucionalizadas) e a população indígena vivendo em terras indígenas também fazem parte do grupo prioritário.


A lista de prioridades do governo é extensa (veja aqui), e as secretarias estaduais de saúde têm autonomia para definir de que forma – e em que ordem – os grupos listados poderão ser vacinados.


A vacina de Oxford não é a única disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), que já vem sendo distribuída no país. Cerca de 10 milhões de doses da CoronaVac, desenvolvida pela chinesa Sinovac com o Instituto Butantan (SP), foram distribuídas e são aplicadas em todo o território nacional.


Segundo o ministério, atualmente, o Brasil tem mais de 354 milhões de doses de vacinas garantidas para 2021, por meio dos acordos com a Fiocruz (254 milhões de doses), Butantan (100 milhões de doses) e Covax Facility (42,5 milhões de doses).


* Por G1 Rio.


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