'Disseram que sou obesa': como a volta da magreza extrema nas redes acompanha alta de 71% nos casos de anorexia e bulimia

Padrão irreal de magreza leva mulheres a enxergar o próprio corpo de forma distorcida. Estudo da JAMA Psychiatry aponta que os casos de anorexia e bulimia cresceram 71% no mundo desde 1990.

Nutricionista Carol Alves teve seu corpo criticado nas redes sociais — Foto: Divulgação
Carol Alves, de 36 anos, tem exames de rotina normais, peso e percentual de gordura saudáveis e uma rotina de exercícios. Veste 40. Para parte das mulheres que viram um vídeo seu sobre o tema, isso bastou para classificá-la como gorda. Alguns comentários chegaram a lhe atribuir obesidade de grau 1.
Nutricionista especializada em comportamento alimentar e transtornos alimentares e estudante de psicologia, Carol virou alvo de uma enxurrada de ataques ao questionar uma tendência que circula nas redes: a de que o manequim 38 ou 40, comum entre brasileiras, já não corresponde a um corpo magro.
O cenário em que o vídeo viralizou ganha dimensão com um estudo divulgado na quarta-feira (28), que mediu a anorexia e a bulimia em 204 países e encontrou 71% mais casos do que em 1990.
Por Talyta Vespa, g1.



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