Setembro Amarelo: Unamama reforça em Macaé importância do acolhimento e da valorização da vida


Encontro promoveu reflexão sobre vida, acolhimento e prevenção ao suicídio
Foto: Moisés Bruno / Reprodução internet
A valorização da vida, o acolhimento e a importância de construir redes de apoio foram temas centrais da roda de conversa “Com-Vida Escolher Viver”, realizada nesta quinta-feira (10), no Centro Macaé de Cultura. Promovida pela União Macaense no Combate ao Câncer de Mama (Unamama), a atividade integrou a programação do Setembro Amarelo, Campanha Nacional de Prevenção ao Suicídio, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura.
Durante o encontro, a presidente da Unamama, Jô Queiroz, apresentou o trabalho desenvolvido pela instituição, que oferece serviços gratuitos e ações de acolhimento. Entre as iniciativas estão exames realizados por meio de empresas parceiras, oficinas e o bazar mantido na sede da entidade. “De janeiro a setembro deste ano, mais de 800 mulheres foram atendidas pela Unamama. E não é apenas em relação a exames, como também mulheres em situação de vulnerabilidade social, econômica e emocional”, pontuou.
A condução da roda de conversa foi feita pela terapeuta Sônia Cavour, ela expôs ao grupo uma reflexão sobre as diferenças entre simplesmente existir e viver de forma consciente, reconhecendo emoções, desejos, desafios e aquilo que proporciona sentido à vida.
“Existir é diferente de viver. Ninguém precisa estar bem o tempo todo, mas saber reconhecer os desafios e sofrimentos que fazem parte da vida é importante, assim como saber oferecer e ser apoio mútuo diante das dificuldades. É fundamental poder contar com outras pessoas e estar disponível para oferecer e receber ajuda pode fazer diferença nos momentos de fragilidade”, destacou a terapeuta.
Para a participante Fabiane Freitas, a roda de conversa também representa uma oportunidade de ampliar a rede de cuidado. “Tem tanta gente sofrendo, triste e abatida, sem saber o que fazer ou a quem recorrer. Eu trabalho com massoterapia, então, no meu dia a dia eu acolho as pessoas através das minhas mãos. Participar deste momento está sendo muito enriquecedor, principalmente por poder saber que existem pessoas e instituições que estão dispostas a ajudar e oferecer apoio”, avaliou.
* Texto: Jornalista Juliana Carvalho / Comunicação Macaé.
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