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Réveillon com restrições e tempo chuvoso esvazia Copacabana

Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
Jornal Esporte e Saúde
1 de jan. de 2021
2 min de leitura

Sem a tradicional queima de fogos a orla teve pouca movimentação. Nos quiosques, nada de venda de ingressos ou música ao vivo



Rio de Janeiro 31/12/2020 - Movimentação na orla de Copacabana antes da virada. Foto: Luciano Belford/Agencia O Dia


Rio - O cenário do Réveillon mais tradicional do Brasil foi bem diferente este ano. Acostumada a receber milhões de turistas e cariocas na virada do ano, Copacabana, na Zona Sul do Rio, teve pouca movimentação sem a famosa queima de fogos e shows à beira mar. Com forte chuva que atingiu o estado na tarde e noite desta quinta-feira, poucas pessoas transitam pela orla ou permanecem areias da praia. Nos quiosques, a movimentação é um pouco maior. Mais perto da 0h, alguns pontos tiveram aglomeração, com pessoas descendo dos prédios e hotéis.


Na capital do Rio, foram montados 54 bloqueios em vias que dão acesso à orla da cidade, do Leme, na Zona Sul, ao Pontal, na Zona Oeste. Em Copacabana, o objetivo das barreira foi desestimular aglomerações na orla. O bairro foi "fechado" e o estacionamento na orla e nas ruas no entorno foram bloqueados. A circulação do transporte público para o acesso a Copacabana e para a Barra da Tijuca, na Zona Oeste também foram bloqueados a partir das 20h.


Apesar das restrições, a carioca Cíntia Nogueira, 40, e a filha Nicolle Fortes, 11, não desanimaram e mantiveram uma tradição que as duas realizam todos os anos: passar o Réveillon na praia.


"Tenho feito isso todos anos. Geralmente eu passo no Recreio porque moro em Campo Grande, mas, este ano, meu ex-marido, que mora em Copacabana, me convidou para vir com a minha filha. É uma tradição dar flores para Iemanjá. Em um ano tão caótico, nada melhor que a água do mar para purificar. Este ano só tenho a agradecer por ter saúde e por não perder ninguém muito próximo".


As turistas de Goiânia, Anaya Suya e Vanilda Marques, aproveitaram as areias praticamente vazia para apreciar o mar e tirar a famosa selfie. "Esta é a segunda vez que venho passar o fim de ano em Copacabana. Esse ano está bem diferente sem os fogos. Mesmo assim estamos aproveitando", contou Anaya.


Mesmo em meio à pandemia, os quiosques puderam funcionar normalmente, desde que não houvesse venda de ingressos, shows, instrumentos sonoros e sem cercados. Uma decisão que não agradou aos donos dos quiosques.


* https://odia.ig.com.br/.



 
 
 

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