Retrospectiva Cultural 2025 em Macaé: arte, resistência e identidade em movimento.
- Jornal Esporte e Saúde

- 29 de dez. de 2025
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Academia macaense de letras / Foto: Divulgação.
O ano de 2025 marcou um período significativo para a cultura em Macaé, no Norte Fluminense. Em meio a desafios estruturais, disputas por políticas públicas e a necessidade constante de valorização dos artistas locais, o município viveu uma intensa movimentação cultural que reafirmou a arte como espaço de pertencimento, resistência e construção coletiva.
Ao longo do ano, praças, centros culturais, escolas, coletivos independentes e movimentos sociais tornaram-se palcos de manifestações artísticas que dialogaram diretamente com a realidade da cidade, suas desigualdades e sua diversidade cultural.
Eventos culturais e ocupação dos espaços públicos.
Em 2025, Macaé registrou uma retomada consistente de eventos culturais gratuitos e abertos à população. Apresentações musicais, saraus, exposições de arte, feiras literárias e eventos multiculturais ocuparam espaços como a Praça Veríssimo de Mello, o Centro da cidade, bairros periféricos e áreas antes pouco contempladas pelas políticas culturais.
A presença da cultura nos espaços públicos reforçou o caráter democrático das ações e ampliou o acesso da população às atividades artísticas.
“Quando a cultura ocupa a praça, ela devolve à cidade o direito ao encontro”, afirmou Isabella Ingra, artista local durante um evento independente realizado no centro de Macaé.
Música, cultura popular e artistas locais.
A música foi um dos grandes destaques do ano.
Artistas independentes, bandas locais, músicos populares e coletivos culturais mantiveram uma programação constante, muitas vezes viabilizada por iniciativas autônomas e parcerias comunitárias.
Rodas de samba, eventos de hip hop, apresentações de música instrumental, manifestações da cultura afro-brasileira e ações ligadas à cultura popular marcaram presença, reafirmando a pluralidade artística da cidade.
“Fazer cultura em Macaé é resistir todos os dias. A gente cria apesar das dificuldades, porque a arte é o que nos mantém vivos”, relatou Saulo Marinho, músico da cena local.
Teatro, audiovisual e literatura em evidência.
O teatro independente manteve sua atuação ativa em 2025, com espetáculos voltados para temas sociais, educativos e políticos, além de ações formativas junto a escolas e comunidades.
No audiovisual, produtores locais realizaram mostras, exibições públicas e projetos experimentais que deram visibilidade a narrativas periféricas, histórias locais e questões sociais urgentes. A literatura também teve espaço por meio de lançamentos de livros, encontros literários e saraus poéticos, fortalecendo a cena autoral macaense.
“Contar nossas histórias é fundamental para que Macaé se reconheça além do petróleo”, destacou Mônica Braga, jornalista e escritora escritora local, durante um sarau.
Cultura, política e participação social.
A cultura em Macaé, em 2025, esteve diretamente ligada ao debate político.
Artistas e coletivos culturais participaram ativamente de atos públicos, manifestações e discussões sobre democracia, direitos culturais e liberdade de expressão, alinhando-se a movimentos culturais que ocorreram em âmbito estadual e nacional.
Essa atuação reforçou o papel da cultura como instrumento de conscientização e mobilização social, especialmente em um cenário de disputas narrativas e cobranças por maior investimento no setor.
Desafios e perspectivas.
Apesar da intensa produção cultural, artistas e produtores apontaram desafios persistentes: falta de editais contínuos, dificuldades de financiamento, precarização do trabalho cultural e necessidade de maior diálogo entre poder público e sociedade civil.
Ainda assim, o saldo de 2025 foi marcado pela força da produção independente e pela capacidade de articulação dos agentes culturais locais.
“A cultura de Macaé sobrevive porque é …
* Jornalista Mônica Braga / Assessora de imprensa.







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