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Retrospectiva 2025: um ano de rupturas, reconstruções e disputas por futuro

  • Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
    Jornal Esporte e Saúde
  • 28 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Foto arte: Divulgação


O ano de 2025 entra para a história como um período marcado por contrastes profundos. Em escala global e nacional, o mundo viveu simultaneamente avanços tecnológicos acelerados, crises humanitárias persistentes, embates políticos intensos e uma sociedade cada vez mais consciente de seus direitos — e de suas fragilidades.


Tendo, consideravelmente, avançado no combate a fome.


No campo internacional, conflitos armados prolongados seguiram produzindo deslocamentos forçados e agravando crises humanitárias. Ao mesmo tempo, acordos ambientais e discussões sobre transição energética ganharam novo fôlego, pressionados por eventos climáticos extremos que deixaram de ser exceção para se tornarem rotina. Ondas de calor recordes, enchentes devastadoras e longos períodos de seca expuseram a urgência de políticas públicas eficazes e cooperação global.


A tecnologia seguiu como protagonista. A consolidação da inteligência artificial em áreas como educação, comunicação, saúde e mercado de trabalho redefiniu rotinas, gerou oportunidades, mas também ampliou debates éticos sobre desemprego, desinformação, privacidade e concentração de poder nas grandes plataformas digitais. Em 2025, a pergunta deixou de ser “se” a IA mudaria o mundo, para “como” e “a quem” ela serve.


No Brasil, o ano foi atravessado por disputas políticas intensas, discussões sobre democracia, justiça social e o papel do Estado. Temas como violência urbana, feminicídio, racismo estrutural e desigualdade social permaneceram no centro do debate público, impulsionados por casos emblemáticos que mobilizaram a sociedade civil, a imprensa e movimentos sociais. A cobrança por respostas concretas do poder público foi constante, especialmente diante da sensação de normalização da violência.


A economia apresentou sinais de recuperação em alguns setores.


Na cultura, 2025 foi também um ano de resistência. A arte, a música, o cinema e a literatura reafirmaram seu papel político e social, dando voz a narrativas silenciadas e promovendo reflexões críticas sobre identidade, pertencimento e memória.


Manifestações culturais se tornaram espaços de denúncia, acolhimento e construção coletiva.


Ao olhar para trás, 2025 não se resume a números ou manchetes isoladas. Foi um ano que escancarou feridas antigas, acelerou transformações e colocou a sociedade diante de escolhas inadiáveis.


A retrospectiva revela que o futuro não será apenas consequência do tempo, mas resultado direto das decisões tomadas — ou adiadas — agora.


Mônica Braga – jornalista


Mônica Braga é jornalista com atuação, também, nas áreas de jornalismo social, investigativo e cultural. Desenvolve reportagens e editoriais voltados a direitos humanos, políticas públicas, educação, movimentos sociais e temas ligados à cidadania, com enfoque crítico e compromisso com a informação de interesse público.


* Texto: Jornalista Mônica Braga / assessora de imprensa.

 
 
 

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