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Remédios para emagrecer elevam o risco de pancreatite? O que mostram os estudos

Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
Jornal Esporte e Saúde
26 de fev.
2 min de leitura

Segundo o cirurgião Dr. Ricardo Cohen, o temor existe, mas as evidências atuais indicam que a inflamação do pâncreas é rara com esses remédios; acompanhamento médico é essencial


Foto: Reprodução internet


Medicamentos como semaglutida, liraglutida e tirzepatida transformaram o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Eles atuam “imitando” hormônios produzidos no intestino, que aumentam a sensação de saciedade, reduzem o apetite e melhoram o controle da glicose no sangue. O resultado é perda de peso significativa e melhora de diversas alterações metabólicas.


Risco de pancreatite: vale a preocupação?


Com a popularização desses medicamentos, surgiu também uma preocupação: eles poderiam ar pancreatite?


A pancreatite é a inflamação do pâncreas, órgão localizado atrás do estômago e responsável pela produção de enzimas digestivas e hormônios, como a insulina.


Quando inflamado, o pâncreas pode provocar dor intensa na parte superior do abdome, que às vezes irradia para as costas, além de náuseas e vômitos. Em casos mais graves, podem ocorrer complicações que exigem internação hospitalar.


As causas mais comuns continuam as mesmas


No entanto, é importante contextualizar. As causas mais comuns de pancreatite continuam sendo os cálculos na vesícula biliar e o consumo excessivo de álcool. Níveis muito elevados de triglicérides também podem desencadear o problema. Pessoas com obesidade e diabetes, mesmo sem o uso de qualquer medicação, já apresentam risco aumentado para essa condição.


O que dizem os estudos até agora


Nos primeiros anos de uso desses medicamentos modernos, chamados análogos de GLP-1, foram descritos alguns casos de pancreatite em pessoas que os utilizavam. Isso levou a uma investigação cuidadosa por parte da comunidade científica e das agências regulatórias. Estudos clínicos envolvendo milhares de pacientes e grandes análises populacionais foram realizados para avaliar essa possível associação.


Até o momento, as evidências não demonstraram aumento consistente e significativo do risco de pancreatite relacionado a esses medicamentos. Se houver algum risco, ele parece ser raro. As autoridades sanitárias continuam monitorando os dados de segurança, como ocorre com qualquer medicamento amplamente utilizado.


Isso não significa que o tema deva ser ignorado. Pacientes que já tiveram pancreatite anteriormente devem discutir com seu médico os riscos e benefícios antes de iniciar o tratamento. Durante o uso do medicamento, o surgimento de dor abdominal forte e persistente, especialmente associado a náuseas ou vômitos, deve motivar avaliação médica imediata.


A mensagem central é de equilíbrio. Esses medicamentos representam um avanço importante no tratamento de uma doença crônica, como a obesidade, que traz impactos significativos à saúde. Ao mesmo tempo, seu uso deve ser sempre acompanhado por profissionais de saúde, com orientação adequada e monitoramento regular.


Informação baseada em evidências é essencial para evitar tanto o alarmismo quanto a minimização de riscos. Decisões médicas devem ser individualizadas, considerando o perfil de cada paciente e o conjunto de benefícios e possíveis efeitos adversos.


Ricardo Cohen – CRM-SP 51609 | RQE 114250

Endocrinologista e Head do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz


* https://bandnewstv.uol.com.br/ by Brazil Health


Divulgação:




 
 
 

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