Quilombo Cultural Abdias do Nascimento será inaugurado em Macaé


Foto: Divulgação
Macaé será pioneiro da Região dos Lagos e Norte Fluminense ao inaugurar, nesta quinta-feira (9), às 14h, no Ciep 455 Municipalizado Maringá, bairro Campo d’Oeste, o Quilombo Cultural Abdias do Nascimento. O projeto é realizado através de parceria da escola com a Simunye, que desenvolve ações pedagógicas a partir de grupos de pesquisa acadêmica, como o Observatório Carioca de Histórias em Quadrinhos, o Ondjango Estudos Afrobrasileiros e o Projeto Quilombo Cultural. A professora estadunidense Elisa Larkin Nascimento, viúva de Abdias do Nascimento e diretora-presidente do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) é apoiadora do projeto e dará acesso aos participantes das atividades promovidas pela Simunye ao acervo do Ipeafro.
A Simunye fomenta projetos pedagógicos inovadores, inclusivos e comprometidos com as temáticas da Educação para as Relações Etnicorraciais (Erer). O Espaço de Memória Negra Aquilombamento Cultural pretende desenvolver o resgate, reconhecimento, valorização e patrimonialização de fatos e personagens da cena cultural afro-brasileira e indígena.

Foto: Divulgação
O Doutor em Memória Social, Mestre em Educação e especialista em Estudos Afrodiaspóricos, Psicopedagogia e Orientação Educacional, Gênero e Sexualidade, Administração Pública e Antropologia, Desenvolvimento Cognitivo e gestor da Simunye, Jorge Luís Rodrigues dos Santos, ressalta que todo o material fornecido tem acessibilidade.
“Promovemos a divulgação de um patrimônio cultural invisibilizado, permitindo o fortalecimento identitário de grupos historicamente marginalizados no cenário social. Organizamos no espaço Quilombo Cultural das unidades escolares um acervo de recursos que possibilitam a realização de estudos e de eventos na perspectiva étnicorracial, ofertando uma educação para a equidade, fazendo das escolas polos culturais e educativos de resistência”, enfatiza o professor.

Foto: Divulgação
O Quilombo Cultural atende à legislação vigente, Lei 10.639/2003, Lei 11.645/2008 e Portaria 470/2024 - que incluem no currículo oficial das redes de ensino a obrigatoriedade da temática ‘História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena - de modo efetivo nas unidades escolares. A Simunye, por meio de Tecnologias de Comunicação e Informação (TIC), desenvolve ainda projetos de formação pedagógica e de extensão universitária.
A Simunye, ao promover o projeto piloto da sala multifuncional Quilombo Cultural Abdias do Nascimento, disponibiliza jogos e kit bibliográfico antirracistas do Observatório Carioca de Histórias em Quadrinhos, que já é oficialmente indicado pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. O kit amplia o diálogo sobre identidade, diversidade, equidade racial na formação docente e nas práticas pedagógicas. Este projeto é implementado, desde 2024, na rede estadual de ensino.
Ente os trabalhos elaborados a partir da Simunye estão ainda o Projeto Griô, de Contação de Histórias para educação e preservação de memórias; o Projeto de Leitura Ananse, para ampliar nas unidades escolares recursos literários em diferentes formatos (livros, revistas, CDs e DVDs); o Quilombo Digital, de memória cultural, e o Brinquedoteca Mirim, para estimular a criatividade. A palavra Simunye (zulu) significa ‘somos um’. No contexto cultural africano, carrega a ideia de ‘força na diversidade’, representando um grupo onde diferentes pessoas combinam suas habilidades para formar um coletivo poderoso.
AL Assessoria de Imprensa



Comentários