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Projeto transforma carinho em cuidado para mulheres que enfrentam o câncer de mama

Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
Jornal Esporte e Saúde
13 de mai.
2 min de leitura

Pequenos gestos podem carregar grandes significados. Em Macaé, uma corrente de solidariedade liderada pela professora de costura criativa Gabi Malagueta vem transformando tecido e carinho em acolhimento para mulheres que enfrentam o câncer de mama, ao confeccionar almofadas terapêuticas que serão doadas a pacientes oncológicas em fase de recuperação cirúrgica.


As chamadas “Almofadas do Coração” serão destinadas a instituições que atuam no apoio a pacientes com câncer no município, como a União Macaense no Combate ao Câncer de Mama (UNAMAMA), a Frente Nacional de Combate ao Câncer (FNCC) e a ONG Onco Renasce.



Desenvolvidas especialmente para mulheres que passaram por procedimentos como a mastectomia com esvaziamento axilar, as almofadas possuem formato anatômico em “U”, permitindo melhor encaixe na região abaixo da axila. O objetivo é proporcionar mais conforto no pós-operatório, ajudando a aliviar dores, reduzir a tensão nos ombros e evitar o atrito na área operada.


“Já faço doações de corações oncológicos e maninhas infantis para ongs e HPM há alguns anos. Conversando com uma pessoa que estava com a mãe operada da mama entendi que as almofadas de coração não podem ser doadas só em outubro, as pessoas recebem diagnósticos e operam todos os dias. Eu tinha alguns tecidos em casa e comecei a pedir ajuda a alguns amigos para confeccionar algumas almofadas. A demanda foi aumentando e mais Ongs e pessoas que estavam passando por essa situação foram me pedindo”, explica Gabi, que além de atuar com costura, também é cantora e assistente fiscal de contabilidade.



A idealizadora do projeto ressalta que as almofadas simbolizam um abraço apertado, junto com a frase “Vai ficar tudo bem, seja forte”. Além do uso durante o repouso e o sono, a almofada também pode ser utilizada entre o corpo e o cinto de segurança no carro, oferecendo mais proteção e conforto durante deslocamentos.


“Nem que seja 0,00001% de conforto que as almofadas tragam, já vai valer a pena. Estou passando por um período complicado de saúde mental e costurar essas almofadas me ajuda a perceber que tem gente passando por situações bem piores, com a incerteza se a doença vai voltar ou não, a dor do pós cirúrgico, e a tristeza de perder uma parte do corpo”, acredita.



Como funciona


Para manter a produção das peças, o projeto realiza arrecadação de materiais e aceita contribuições financeiras via Pix. Entre os itens necessários estão tecido tricoline 100% algodão e enchimento de fibra siliconada.


As doações podem ser feitas via Pix pelo número 22 99977-6231. Mais informações também podem ser obtidas diretamente, pelo mesmo número, com a organização do projeto.


Texto: Jornalista Carla Cardoso / assessora de imprensa.

 
 
 

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