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O feminismo no Brasil: movimento, lutas e conquistas

  • Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
    Jornal Esporte e Saúde
  • 14 de jan.
  • 2 min de leitura

Foto: Reprodução internet


Por Mônica Braga


O feminismo no Brasil é um movimento histórico, plural e em constante transformação, marcado por lutas sociais que atravessam séculos e refletem as profundas desigualdades de gênero presentes na sociedade brasileira.


Desde o período colonial até os dias atuais, mulheres têm se organizado para reivindicar direitos civis, políticos, sociais e econômicos, enfrentando resistências estruturais e culturais.


As primeiras manifestações feministas no país ganharam força no final do século XIX e início do século XX, sobretudo em torno do direito à educação e ao voto.


Um marco fundamental ocorreu em 1932, quando as mulheres conquistaram o direito de votar e serem votadas, resultado direto da mobilização de lideranças femininas como Bertha Lutz e da pressão dos movimentos sufragistas.


Ao longo da segunda metade do século XX, especialmente durante a ditadura militar (1964–1985), o feminismo brasileiro assumiu um caráter ainda mais político e social.


Mulheres passaram a denunciar a repressão, a violência de Estado e a desigualdade no mercado de trabalho, além de pautar temas até então silenciados, como a violência doméstica, os direitos reprodutivos e a sexualidade feminina.


Com a redemocratização, o movimento feminista ampliou suas conquistas institucionais. A Constituição Federal de 1988 consolidou a igualdade entre homens e mulheres perante a lei, reconhecendo direitos fundamentais e abrindo espaço para políticas públicas voltadas à proteção e à promoção da mulher.


Décadas depois, a criação da Lei Maria da Penha, em 2006, representou um avanço significativo no combate à violência doméstica, tornando-se referência internacional.


Nos anos mais recentes, o feminismo no Brasil se diversificou e se fortaleceu nas ruas, nas universidades, nas redes sociais e na política. Movimentos de mulheres negras, indígenas, periféricas e LGBTQIA+ ampliaram o debate, denunciando a interseccionalidade das opressões e exigindo representatividade e justiça social.


Campanhas contra o feminicídio, pela igualdade salarial e pelo direito ao próprio corpo seguem no centro das reivindicações.


Apesar das conquistas, os desafios permanecem.


O Brasil ainda registra altos índices de violência contra a mulher, desigualdade salarial e sub-representação feminina nos espaços de poder.


O feminismo, nesse contexto, continua sendo uma ferramenta essencial de conscientização, resistência e transformação social.


Mais do que um movimento único, o feminismo brasileiro é um conjunto de vozes diversas que, juntas, seguem lutando por uma sociedade mais justa, democrática e igualitária.


Jornalista Mônica Braga



Mônica Braga atua no jornalismo com foco, também, em temas sociais, políticos e culturais, abordando direitos humanos, democracia e questões de gênero. Com uma escrita analítica e comprometida com a informação de interesse público, acompanha de perto os movimentos sociais e seus impactos na sociedade brasileira.


* Texto: Jornalista Mônica Braga / assessora de imprensa.


 
 
 

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