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Mães e pais de unidade escolar de Rio das Ostras se posicionam contra retorno das aulas presenciais

Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
Jornal Esporte e Saúde
11 de jun. de 2021
2 min de leitura

Responsáveis elaboraram uma carta de forma democrática para que decisão de voltar as aulas nas escolas não seja individual


Foto: Arte / divulgação.


Pais e responsáveis de alunos de uma escola particular de Rio das Ostras, em carta aberta, se posicionaram contra o retorno das atividades presenciais híbridas, previsto para a próxima segunda, dia 14. No texto, citaram as divergências que existem com a abertura das salas de aulas frente aos protocolos sanitários em relação à prevenção da contaminação da COVID-19.


Entre os diversos pontos, mães, pais e outros responsáveis assinalam que mesmo incluindo parte dos docentes no calendário de imunização, não estarão imunes, já que é preciso ter duas doses para a segurança vacinal.


“Sendo assim, colocam em risco não apenas os professores, mas as famílias deles também e toda comunidade escolar, que abrange alunos e demais funcionários. A ideia de elaborar um documento e recolher assinaturas dos pais é uma forma de que seja uma decisão conjunta, que tem uma força política capaz de transcender os muros de uma escola, somente. Quanto mais pessoas aderirem, mais a população se abre ao debate sobre o perigo desse retorno”, conta a mãe de uma aluna do 6° ano, Suenya Santos.


No documento, também reforçam o que a comunidade científica vem orientando exaustivamente, que, para diminuir a curva de infectados, é preciso manter o distanciamento social, o uso permanente de máscara e higienização regular das mãos. Estariam as escolas prontas para oferecer e fiscalizar estas questões mesmo de forma híbrida?


No texto, contam sobre o estado de greve que os professores já estão fazendo em Rio das Ostras para mostrar indignação frente a pressão do retorno, que expõe os profissionais da educação a uma doença que só no Brasil já matou quase meio milhão de pessoas.


Em outro trecho, a carta aponta a falta de preparo de atendimento psicossocial para todos os frequentadores do espaço escolar.


“Além dos riscos sanitários, há o desafio de um manejo psicossocial para as crianças, familiares, trabalhadores da educação, com esse complexo retorno híbrido, com parcela de crianças e adolescentes permanecendo no ensino remoto e outros no presencial, pois compreendemos que a educação não se limita à transmissão de conteúdos, envolvendo sociabilidade e processos coletivos de ensino, aprendizagem, construção de conhecimentos”, diz o texto.


Os pais também mostram que não há compreensão do porquê retornar com as aulas no dia 14 de junho se um mês depois acontece o recesso escolar de julho.


“O posicionamento destes pais causa um grande impacto nesta luta que não é só do Sinpro Macaé e dos professores, mas de toda sociedade. Sabemos que os responsáveis precisam voltar a seus postos de trabalho, mas têm que cobrar das esferas governamentais que criem políticas que mitiguem o impacto econômico, preservando a vida dos brasileiros. As prefeituras publicaram decretos a toda hora sem observar as normas científicas. O lucro mais uma vez prevalecendo sobre a vida”, relata Guilhermina Rocha.



* Sinpro Macaé e Região.



 
 
 

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