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Ministros das Comunicações e da Saúde lançam editais para conectar até 3,8 mil UBS e levar internet a regiões remotas do país

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Jornal Esporte e Saúde
17 de mai.
2 min de leitura

Iniciativas financiadas pelo Fust vão ampliar a telessaúde no SUS e beneficiar 2,5 milhões de brasileiros com expansão da conectividade


Foto: Peter Naylon/MCom


Os ministros das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, e da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram nesta segunda-feira (11), em Brasília (DF), dois editais estratégicos para ampliar o acesso à internet e fortalecer os serviços públicos em regiões mais vulneráveis do país. As medidas vão conectar até 3,8 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) e beneficiar cerca de 2,5 milhões de brasileiros que ainda enfrentam dificuldades de acesso à conectividade de qualidade. Os recursos são do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).


“Estes editais fortalecem o grande Plano Nacional de Inclusão Digital e o Governo do Brasil avança na conectividade em áreas essenciais para a população. De um lado, a saúde pública, que necessita de informações rápidas, prontuários integrados e atendimento mais ágil. De outro lado, a inclusão digital, uma condição fundamental para o acesso a direitos, serviços públicos, oportunidades e cidadania”, ressaltou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.


Com investimento de R$ 104 milhões, um dos editais prevê a conexão de até 3,8 mil UBS em todo o Brasil, ampliando a oferta de telessaúde no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em localidades com menor acesso a especialistas e serviços médicos. A ação integra os esforços do programa Agora Tem Especialistas, criado para agilizar diagnósticos, reduzir filas e acelerar atendimentos especializados na rede pública. Com a telessaúde, o Ministério da Saúde estima a redução de até 30% no tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.


“Essa parceria com o Ministério das Comunicações é fundamental para chegarmos nas áreas mais distantes, mais remotas e que, muitas vezes até têm uma conectividade, mas não é sustentável, firme e com boa velocidade. Essa parceria vai garantir para essas Unidades Básicas de Saúde não só a conexão com a internet, mas a estrutura interna, que permite as conexões dos dados e a comunicação da equipe”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.


Além de fortalecer o atendimento à população, a iniciativa permitirá que profissionais da saúde tenham acesso a ferramentas digitais, teleconsultas e troca de informações em tempo real, ampliando a eficiência do atendimento médico em áreas afastadas dos grandes centros. As unidades contempladas estão distribuídas em municípios dos 26 estados e do Distrito Federal.


O foco do projeto são as UBS que ainda não possuem acesso à internet, utilizando a tecnologia como ferramenta para reduzir desigualdades regionais. Com banda larga e Wi-Fi nas unidades, será possível melhorar a gestão de medicamentos, facilitar o agendamento de consultas e ampliar o acesso a exames e diagnósticos à distância.


Empresas e provedores interessados deverão apresentar propostas que incluam não apenas a conexão, por fibra óptica ou satélite, mas também a instalação de redes Wi-Fi internas nas unidades de saúde.


* https://www.gov.br/mcom/ Comunicações e Transparência Pública.

 
 
 

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