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Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e reforça protagonismo do Brasil

Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
Jornal Esporte e Saúde
17 de abr.
3 min de leitura

Crescimento da frota de apoio, aumento das operações offshore e demanda logística aquecida impulsionam a cadeia marítima nacional, segundo aponta especialista


Maritime Ship Service - Fornecimento por lancha / Foto: Divulgação.


Com grande parte da produção nacional concentrada no mar, o aquecimento da indústria de óleo, gás e energia tem gerado reflexos diretos na economia marítima brasileira. Mesmo diante de um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas — como o recente conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, que tem provocado instabilidade nos preços do petróleo e nas cadeias globais de abastecimento — o setor segue em expansão.


Maritime Ship Service - Fornecimento a cruzeiro / Foto: Divulgação.


A demanda mundial por energia permanece elevada, sustentando o ritmo de crescimento da indústria. Nesse contexto, o Brasil se consolida como um dos principais polos globais do segmento, impulsionado pela produção do pré-sal e pela forte atuação offshore.


Maritime Ship Service - Fornecimento manual / Foto: Divulgação.


Entre os principais reflexos desse movimento está o aumento no número de embarcações de apoio. A frota brasileira encerrou dezembro de 2025 com 473 unidades, crescimento em relação ao ano anterior, segundo relatório da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) e do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma). Desse total, 81% — o equivalente a 383 embarcações — operam sob bandeira brasileira, enquanto 90 são estrangeiras.


Maritime Ship Service - Fornecimento manual / Foto: Divulgação.


Com a intensificação das atividades offshore, também cresce o volume de operações simultâneas em alto-mar. Esse cenário amplia a demanda por serviços logísticos especializados, abastecimento e suporte contínuo às plataformas, uma vez que essas operações exigem integração e sincronização de múltiplas cadeias logísticas.


Maritime Ship Service - Fornecimento a navio /Foto: Divulgação.


Os investimentos acompanham esse avanço. Em março deste ano, o Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do Fundo da Marinha Mercante, destinou cerca de R$ 6,6 bilhões a projetos de infraestrutura aquaviária, com foco na modernização e ampliação da frota de apoio — essencial para garantir a eficiência e a segurança das operações offshore.


De acordo com o CEO da Maritime Ship Service, Thiago Nascimento, o cenário global, embora ainda desafiador, tem reforçado a importância estratégica do setor.


“Mesmo diante de tensões geopolíticas, o que observamos não é uma retração, mas uma reconfiguração do mercado. A busca por segurança energética mantém o setor aquecido e, no caso do Brasil, amplia as oportunidades. Esse movimento já se traduz em mais embarcações em operação, maior volume de atividades simultâneas e uma demanda crescente por logística integrada”, afirma.


Para o especialista, a cadeia marítima deixou de ser apenas um suporte operacional e passou a ocupar uma posição central na engrenagem da indústria.


“Hoje, a operação offshore depende diretamente de uma estrutura marítima eficiente e contínua. A tendência é de operações cada vez mais intensas, com maior necessidade de planejamento, tecnologia e qualificação profissional. O Brasil tem uma vantagem importante nesse cenário, ao reunir capacidade técnica, escala produtiva e uma posição geopolítica mais estável”, destaca.


Mesmo com oscilações pontuais no cenário internacional, a expectativa do setor é de manutenção desse ritmo de crescimento nos próximos anos. O desafio, segundo o especialista, será acompanhar essa expansão com investimentos em infraestrutura, inovação e formação de mão de obra, garantindo competitividade e sustentabilidade no longo prazo.


* Texto: Jornalista Carla Cardoso / assessora de imprensa.


 
 
 

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