Manoel Carlos morre aos 92 anos, deixando legado marcante na teledramaturgia brasileira
- Jornal Esporte e Saúde

- 12 de jan.
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Foto: Reprodução internet
O dramaturgo e autor de novelas Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, conhecido carinhosamente como Maneco, faleceu neste sábado, 10 de janeiro de 2026, aos 92 anos, no Rio de Janeiro, onde vivia e estava internado para tratamento de problemas de saúde ligados à Doença de Parkinson.
A informação foi confirmada pela produtora da família, Boa Palavra, administrada por sua filha, a atriz e produtora Júlia Almeida.
Maneco foi uma das figuras mais influentes da teledramaturgia brasileira, autor de novelas que marcaram gerações e reescreveram o modo como as relações familiares e afetivas eram mostradas na televisão. Entre seus trabalhos mais celebrados estão “Por Amor”, “Laços de Família”, “Mulheres Apaixonadas” e “Páginas da Vida”, todos exibidos pela TV Globo e reconhecidos pelo público pela profundidade emocional e pelos personagens complexos.
Um dos traços mais conhecidos de sua obra foi a presença recorrente de protagonistas femininas chamadas Helena, que se tornaram um símbolo do seu estilo narrativo e de sua sensibilidade ao retratar mulheres diante de dilemas amorosos e familiares.
Nos últimos anos, Manoel Carlos vinha enfrentando dificuldades de saúde. Diagnósticado com Parkinson, a doença afetou gradualmente sua mobilidade e funções cognitivas, levando-o a passar seus últimos dias sob cuidados médicos no Hospital Copa Star, em Copacabana. A causa exata de sua morte não foi divulgada pela família.
A notícia da morte de Maneco provocou uma onda de comoção entre artistas, autoridades e fãs. Personalidades do meio artístico prestaram homenagens nas redes sociais, lembrando seu impacto na televisão brasileira e a sensibilidade com que contava histórias que tocaram milhões de espectadores.
Autoridades políticas também lamentaram a perda, destacando a importância do autor para a cultura
e seu papel em registrar, através de suas tramas, aspectos profundos da vida e da sociedade brasileiras.
O velório foi realizado de forma restrita, com a presença de familiares e amigos próximos, conforme solicitado pela família diante do momento de dor e privacidade.
Manoel Carlos deixa um legado inestimável na dramaturgia brasileira, com histórias que permanecerão na memória do público e continuarão a inspirar novas gerações de autores e artistas.
* Texto: Jornalista Mônica Braga / assessora de imprensa.







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