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Mais de 10 milhões de servidores do país ficarão sem reajuste até o fim de 2021

Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
Jornal Esporte e Saúde
21 de ago. de 2020
2 min de leitura

Após costura política, Câmara não acompanhou decisão do Senado e seguiu o governo; medida alcança funcionalismo dos estados, municípios e União



Sessão de análise de vetos presidenciais foi semipresencial; governo teve vitória expressiva

Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados


O funcionalismo de todo o país ficará sem aumento até o fim de 2021. Após um dia de intensa articulação entre o Planalto e o Parlamento, a Câmara dos Deputados não seguiu o Senado e decidiu manter, nesta noite, o veto do presidente da República, Jair Bolsonaro, à possibilidade de reajuste para os cerca de 12 milhões de servidores civis e militares - segundo dados do Ipea - dos estados, municípios e da União.


Foram 316 votos favoráveis ao Executivo contra 165 pela derrubada do veto, além de duas abstenções, demonstrando uma vitória expressiva do governo. Bolsonaro chegou a dizer que seria "impossível governar" se a Câmara derrubasse o veto.


Líder do governo na Casa, o deputado Ricardo Barros (PP-RS) comandou a costura política e usou o argumento de que a derrubada do veto prejudicaria a liberação do auxílio emergencial: "Certamente mudar a possibilidade dos valores e do prazo que esse auxílio pode ser prorrogado".


O ministro da Economia, Paulo Guedes, apontou um prejuízo de R$ 120 bilhões para os cofres públicos - os números, porém, foram muito questionados pela oposição. E criticou os senadores, dizendo que eles cometeram um crime contra o país.


o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) também trabalhou para evitar a rejeição ao veto.


- Entenda


O congelamento salarial foi condição colocada pela União no pacote de socorro de R$ 125 bilhões aos entes para o combate à pandemia. Mas o Congresso blindou desse impedimento algumas categorias, entre elas, da saúde e educação. Bolsonaro vetou esse item. Na quarta-feira, o Senado derrubou o veto. A palavra final então ficou com a Câmara, que acompanhou o governo.


* https://odia.ig.com.br/colunas/servidor/Por PALOMA SAVEDRA.







 
 
 

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