Lula deixará ao próximo presidente fatura bilionária para salvar Correios


Governo Lula empurra para 2027 aporte bilionário nos Correios. Estatal vive crise com rombo bilionário e crédito restrito (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O Tesouro Nacional projeta que o rombo nas contas dos Correios pode chegar a R$ 9,1 bilhões até o final de 2026. A estatal depende de empréstimos garantidos pelo próprio Tesouro e enfrenta resistência dos bancos para uma segunda rodada de crédito.
É neste cenário de crise nos Correios que o governo federal decidiu adiar para 2027 o aporte bilionário previsto no contrato de reestruturação da empresa. O socorro financeiro ficará entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões, segundo levantamento da Folha de S. Paulo.
A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, justificou o adiamento como uma "estratégia de monitoramento". Para o mercado financeiro, porém, o diagnóstico é mais grave: a estatal enfrenta pressão crescente de credores e risco real de inadimplência.
A decisão de postergar o aporte ocorre em um momento em que os Correios tentam executar um plano de reestruturação drástico. A medida, embora prevista em contrato desde dezembro de 2025, é vista por economistas como sinal de fragilidade fiscal do atual governo, que optou por postergar uma obrigação bilionária para não pressionar o Orçamento em ano eleitoral.
A decisão de postergar o aporte ocorre em um momento em que os Correios tentam executar um plano de reestruturação drástico. A medida, embora prevista em contrato desde dezembro de 2025, é vista por economistas como sinal de fragilidade fiscal do atual governo, que optou por postergar uma obrigação bilionária para não pressionar o Orçamento em ano eleitoral.
* https://www.gazetadopovo.com.br/economia/ Por Vandré Kramer



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