Gasolina com 32% de etanol chega aos postos amanhã; veja como proteger seu carro

Governo decidiu aumentar o percentual de etanol na gasolina. Especialistas afirmam que veículos antigos ou sem calibração específica podem sofrer avarias.

Carros que não são flex podem sofrer com aumento da mistura de etanol na gasolina — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
A partir deste sábado, 1º de agosto, a gasolina no Brasil deve ser comercializada com 32% de etanol. Antes, esse percentual era de 30%.
A mudança foi anunciada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho e terá validade de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual período
Segundo o conselho, a medida considera a volatilidade no mercado de petróleo e combustíveis, e ocorre em um momento em que o país enfrenta custos mais altos dos combustíveis fósseis, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.
Como o etanol 'ataca' o motor
O etanol misturado à gasolina é do tipo anidro, ou seja, passa por um processo de desidratação na usina. Mesmo assim, ele tem capacidade de absorver água do ambiente e pode levá-la para o interior do motor.
A presença de água pode afetar componentes metálicos do motor que não foram projetados para essa condição. Além disso, a combinação de etanol e água aumenta a condutividade elétrica, favorecendo a corrosão eletroquímica.
Todos os componentes que entram em contato direto com o combustível precisam estar preparados para a nova concentração de etanol.
Como proteger carro que não é flex
Segundo Marcos Passos, gerente de engenharia da PHINIA, alguns cuidados ajudam a preservar o sistema de combustível de veículos antigos ou importados, desenvolvidos para rodar apenas com gasolina ou com uma concentração menor de etanol.
Existem aditivos que podem ajudar em situações específicas, mas eles não tornam compatível com altos teores de etanol um veículo que não foi projetado para esse tipo de combustível, explica Passos.
Se houver incompatibilidade em mangueiras, juntas, vedadores, componentes de alumínio, tanque ou sistema de alimentação, o aditivo não elimina esse risco.
Entre os produtos que podem fazer diferença estão os estabilizadores de combustível, indicados principalmente para veículos que ficam muito tempo parados.
Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo.



Comentários