Em ato no Rio, Sindipetro-NF e FUP cobram da Petrobrás solução para pagamento de verbas rescisórias de trabalhadores da JG Engenharia


Foto: Divulgação
O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) realizaram, na manhã desta terça-feira (14), um ato público em frente ao Edifício Senado (Edisen), sede da Petrobrás, no Centro do Rio de Janeiro, para cobrar da estatal uma solução definitiva para o impasse envolvendo o pagamento das verbas rescisórias dos trabalhadores da JG Engenharia.
A mobilização denunciou o descumprimento dos compromissos assumidos pela Petrobrás durante as negociações conduzidas no Ministério Público do Trabalho (MPT) e reivindicou que a empresa utilize os recursos retidos do contrato da JG Engenharia para garantir o pagamento dos direitos trabalhistas de centenas de empregados demitidos.
Segundo o Sindipetro-NF e a FUP, a Petrobrás havia informado, em audiência no MPT, que destinaria os valores retidos do contrato para quitar as verbas rescisórias dos trabalhadores. No entanto, quando o processo caminhava para uma solução, a companhia voltou atrás, alegando novos obstáculos jurídicos, frustrando a expectativa de centenas de famílias que aguardam há meses pelo recebimento dos valores.
As entidades destacam que a situação é incompatível com a realidade financeira da Petrobrás, que registrou lucros próximos de R$ 200 bilhões e figura entre as petroleiras mais lucrativas do mundo. Para o movimento sindical, uma empresa desse porte não pode se eximir da responsabilidade social diante de trabalhadores que seguem sem receber verbas rescisórias, FGTS e outros direitos decorrentes da extinção dos contratos de trabalho.
Durante a manifestação, dirigentes sindicais também lembraram que o Sindipetro-NF participou ativamente das negociações, promoveu reuniões com os trabalhadores atingidos e investiu recursos próprios na realização de análises técnicas das rescisões, buscando construir alternativas que permitissem uma solução negociada para o impasse.
O ato reforçou a cobrança por quatro pontos considerados essenciais pelas entidades: o cumprimento dos compromissos assumidos pela Petrobrás perante o Ministério Público do Trabalho, a utilização dos recursos retidos para o pagamento das verbas rescisórias, o respeito às negociações construídas na mesa de mediação e uma postura compatível com a responsabilidade social da companhia.
Para o Sindipetro-NF e a FUP, a discussão vai além da questão financeira. As entidades defendem que está em jogo a credibilidade dos acordos firmados no âmbito do Ministério Público do Trabalho, o respeito à palavra empenhada e a dignidade de centenas de trabalhadores e suas famílias.
"O que está sendo cobrado é o cumprimento de um compromisso assumido pela própria Petrobrás. Direitos trabalhistas não podem ser tratados como uma questão secundária, principalmente por uma empresa que registra resultados bilionários", destacou o Coordenador do Sindipetro-NF, Sergio Borges.
A mobilização integra a pressão para que a Petrobrás reveja sua posição e apresente uma solução definitiva para garantir o pagamento dos direitos dos trabalhadores da JG Engenharia.
* Jornalista Fernanda Viseu / assessora de imprensa.



Comentários