top of page

Educação, esporte e afeto: primeiro encontro família-escola emociona o bairro Bosque Azul

Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
Jornal Esporte e Saúde
24 de mai.
5 min de leitura

Diretoras da Unidade Escolar. Sheila e Flávia / Foto: Divulgação


A manhã deste último sábado, 23, entrou para a história da EMEI Maria Helena de Siqueira Salles. Inaugurada em 28 de julho de 2025, a unidade atende crianças de 2 e 3 anos em período integral e promoveu o seu primeiro encontro entre famílias e escola reunindo emoção, esporte, cultura, educação e, principalmente, acolhimento.


O evento mobilizou toda a comunidade escolar. Muito antes das apresentações, os bastidores foram marcados por ansiedade, nervosismo, ora inseguranças, ora segurança e inúmeros desafios. Ainda assim, a equipe seguiu movida pela união, coragem e a certeza de que o trabalho faria a diferença na vida das crianças e das famílias.


A diretora adjunta, Sheilla Souza, resumiu o sentimento vivido pela equipe ao longo da preparação.


“Tive momentos comigo mesma, o meu momento, momentos com nossa equipe maravilhosa e unida, e foi uma manhã espetacular, com arte, educação e esporte, emoção e a sensação da certeza que fazemos, sim, a diferença.”


A equipe gestora fez questão de destacar o empenho coletivo de todos os profissionais da unidade, reforçando que cada detalhe do encontro foi construído a muitas mãos.


Os Profissionais da Educação emocionaram o público ao lado dos pequenos protagonistas da manhã. Entre danças, apresentações e expressões livres, o palco se transformou em um espaço de autenticidade, afeto e brilho.


Pais, mães e familiares acompanharam tudo emocionados. Muitos choraram durante as apresentações das crianças, enquanto aplausos ecoavam pela escola lotada.


Toda a programação foi conduzida e apresentada pela equipe gestora, tendo a diretora geral, Flávia Lima, conduzindo de perto cada etapa das ações, com explicações de forma simples e divertida, atraindo, ainda mais a atenção das famílias e crianças.


A escola também preparou uma estrutura acolhedora para receber as famílias. As crianças receberam desjejum, enquanto os responsáveis participaram de um lanche coletivo com variedades. O espaço ainda contou com pula-pula, utilização do parquinho da unidade e sonorização profissional, tornando o ambiente ainda mais acolhedor e festivo.




Mas a manhã foi além da educação tradicional. A preocupação da escola em apresentar caminhos e oportunidades através do esporte marcou o evento. As demonstrações de judô emocionaram o público ao reunir crianças, adolescentes e jovens em apresentações sobre disciplina, respeito e defesa pessoal.


O responsável pela equipe de judô, Guilherme Santos destacou a transformação social proporcionada pelo esporte.



Judô ^/ Foto: Divulgação


“O judô mudou a minha vida. O esporte é tudo. Se mudou a minha vida, penso que posso retribuir e compartilhar mudando a vida de muitas crianças e jovens. Morei em comunidade e vi muitos amigos indo embora. Hoje poderia, pelo meu esforço, estar em uma academia crescendo financeiramente e com mais visibilidade, mas meu coração e coragem decidiram que é preciso salvar no esporte, resgatar e oferecer alternativas.”


Os próprios alunos reforçaram a importância do esporte em suas vidas.


“Amo o judô, me ajuda a viver melhor”, afirmou Ana Júlia Mendes, de 11 anos.


“Muito bom, aprendo muito com o judô. Muda a vida sim, olhamos diferente, aprendemos muita coisa”, completou Alan Carvalho, de 15 anos.



Jiu-jitsu / Foto: Divulgção


No jiu-jitsu, o Projeto Resgate também emocionou o público. O responsável pela iniciativa, Maurício Santos, destacou que o acolhimento é uma das maiores ferramentas de transformação social.


“Trabalhamos também com as famílias dos jovens e das crianças, acompanhamos o desempenho escolar e a frequência. Mesmo sendo um projeto independente, humilde e de muita luta, o resultado é gratificante e nos move a continuar.”


Para Lucas Borel, de 22 anos, o esporte representa muito mais que atividade física.


“O jiu-jitsu é modo de vida.”


A parceria da Secretaria Municipal de Esporte também foi lembrada pela equipe gestora, reconhecendo a importância do apoio às ações que unem educação, inclusão social e qualidade de vida.


Capoeira / Foto: Divulgação


Encerrando a manhã em grande estilo, a capoeira transformou o espaço em um verdadeiro espetáculo cultural. Ginga, maculelê, samba de roda, música e emoção tomaram conta da escola.


Antes mesmo da apresentação, relatos emocionantes mostraram como a arte atravessa gerações.


Equipe de capoeira do Mestre Zulu / Foto: Divulgação


“A capoeira pra mim é tudo! Meu filho nasceu na capoeira. Não parei nem quando estava grávida. É estímulo, amor, união, afeto e liberdade”, contou Ana Clara Cruz, de 18 anos, sete deles dedicados à capoeira.


O professor Hudson da Silva resumiu a força cultural da arte em poucas palavras:


“Vida! Arte! Liberdade! História! Cultura! Cantoria! Poesia!”


O responsável pela equipe, Mestre Zulo destacou a essência da prática.


“A capoeira é história, é vida, cultura de um povo, traduz a própria liberdade.”


Um dos momentos mais emocionantes do evento aconteceu quando a diretora geral, Flávia Lima, e funcionários entraram na roda de capoeira ao lado dos participantes, arrancando aplausos e lágrimas do público.


A adesão das famílias surpreendeu positivamente a equipe escolar. Sendo o primeiro encontro família-escola da unidade, a participação expressiva reforçou a confiança da comunidade no trabalho desenvolvido pela instituição.


Muitos responsáveis pelas crianças destacaram a importância de uma escola integral no bairro, oferecendo segurança, alimentação, cuidado e afeto às crianças, permitindo que pais e mães tenham mais tranquilidade para trabalhar e gerar renda.


Emocionada, Adrielle Cruz, mãe do pequeno Pedro Lucas, agradeceu o acolhimento recebido pela escola:


“Estou muito emocionada. Agradeço por tudo que a escola faz, por cuidar do nosso maior presente com tamanho carinho. Esperamos muito para isso acontecer com fácil acesso para nós do bairro.”


Ao lado dela, o pai Rulli Cruz completou:


“Muito bonito o trabalho da escola. Só temos que agradecer.”


A manhã terminou em clima de celebração, afeto e pertencimento, deixando a certeza de que educação vai muito além da sala de aula. Vai para o cuidado, para o acolhimento, para a escuta e para a transformação social.


A diretora geral, Flávia Lima, encerrou o encontro resumindo a importância do momento vivido pela comunidade escolar, assim como o trabalho em equipe:


“O primeiro sábado letivo representou um momento extremamente especial, pois tivemos a honra de contar com a presença das famílias de nossas crianças e de toda a comunidade. Foi um privilégio, para mim, representando uma equipe diferenciada, competente unida, compartilhar um dia tão significativo, mesmo diante dos inúmeros desafios enfrentados ao longo da preparação. Estou profundamente emocionada com a expressiva participação de todos e imensamente grata por cada demonstração de carinho, confiança e parceria.”


Equipe Gestora / Foto: Divulgação


Todo esse acontecimento desta manhã na EMEI Maria Helena de Siqueira Salles, reforça, ainda mais, que quando educação, afeto, esporte e comunidade caminham de mãos dadas, não se constrói apenas uma escola, constrói-se esperança, futuro e vidas que jamais esquecerão o que é acolhimento.


Equipe EMEI Maria Helena de Siqueira Salles / Foto: Divulgação.


* Texto e fotos> Jornalista Mônica Braga / assessora de imprensa.







 
 
 

Comentários


bottom of page