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Curta apoiado pela Lei Paulo Gustavo une horror e realidade periférica e faz sucesso em festivais e na internet

  • Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
    Jornal Esporte e Saúde
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Favela Amarela conquista prêmios em mostras internacionais e trailer obtém mais de 2 milhões de visualizações


Foto: Divulgação


Com um enredo que combina elementos de horror e realidade periférica, o curta-metragem Favela Amarela vem obtendo reconhecimento internacional e faz sucesso na internet. O filme conquistou prêmios em festivais pelo mundo e o trailer, disponível em redes sociais e plataformas de vídeo, alcançou mais de 2 milhões de visualizações. A produção contou com apoio da Lei Paulo Gustavo (LPG), política de fomento que tem ampliado a circulação de títulos brasileiros no país e no exterior.


Ambientado em uma comunidade carioca, o filme segue os passos de um rapaz dividido entre trabalho, estudo e o submundo do crime.


“O projeto nasce de uma vontade de discutir as desigualdades sociais brasileiras e o racismo estrutural por meio de uma abordagem diferente, rompendo com formatos tradicionais. Nesse processo, percebeu-se que quase não existiam histórias desse tipo de terror dentro das periferias brasileiras. O horror cósmico entrou como linguagem. Parte da própria história brasileira e da forma como ela se desdobra até hoje já é, por si só, profundamente assustadora”, explica o cineasta Nícolas Lobato, que assina a direção e o roteiro juntamente com Thiago Tuchu.


Segundo ele, a escolha do horror e da fantasia tem como objetivo ampliar o alcance da produção, causando não apenas medo, mas fazendo o público pensar sobre alguns temas.


“O fantástico funciona como uma forma de falar de questões como desigualdade, abuso de poder e desumanização da sociedade, sem ser literal. O Brasil sempre se estruturou a partir de processos de exploração, especialmente da população negra, e o filme traz isso para uma camada mais física e violenta dentro da narrativa. O medo funciona como uma porta de entrada para a reflexão, não apenas como um fim”, frisa o diretor.


O curta foi totalmente rodado no Rio de Janeiro, na comunidade Tavares Bastos, no Catete, que na ficção recebeu outro nome.


“A escolha da cidade reforça a dimensão cultural do tema, ao mesmo tempo em que amplia seu alcance simbólico e universal. O filme se passa em uma favela, mas não aborda diretamente os temas mais recorrentes associados a esse universo, como violência urbana, tráfico ou milícia”, conta Nícolas.


Ambiente digital


No universo digital, o trailer de Favela Amarela tem repercutido de forma positiva. Foram 2 milhões de visualizações no X, 160 mil no Instagram e 50 mil no YouTube.


“As redes sociais são estratégicas para o cinema independente, permitindo uma divulgação direta, sem intermediação de grandes estruturas de marketing. Isso reduz custos e amplia a autonomia dos realizadores. Com planejamento e consistência, é possível alcançar resultados comparáveis aos de campanhas tradicionais”, argumenta o diretor.


* https://www.gov.br/cultura/ Cultura, Artes, História e Esportes.

 
 
 

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