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Brasil fecha 2025 com IPCA em 4,26%, menor índice de inflação em sete anos

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    Jornal Esporte e Saúde
  • há 5 horas
  • 3 min de leitura

Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, teve forte desaceleração na comparação com 2024, passando de 7,6% para 2,9%. A inflação de 2025 ficou abaixo do teto da meta (4,5%) estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Dados foram divulgados nesta sexta-feira (9), pelo IBGE


Foto: Reprodução internet


Em dezembro de 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,33%. Este foi o menor resu

ltado para um mês de dezembro desde 2018 (0,15%). Assim, o índice oficial de inflação do País fechou o ano com alta de 4,26%, ficando 0,57 ponto percentual (p.p.) abaixo do IPCA de 2024 (4,83%) e situando-se abaixo do teto da meta (4,5%) de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Este também foi o menor acumulado para o ano desde 2018 (3,75%).


O índice de dezembro de 2025 ficou acima do registrado em novembro (0,18%), mas abaixo da taxa de dezembro de 2024 (0,52%). 


O resultado de 2025 foi influenciado principalmente pelo grupo Habitação, que acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79%, registrando o maior impacto (1,02 p.p.) no acumulado do ano. No ano anterior, o impacto havia sido de 0,47 p.p. Na sequência, as maiores variações vieram de Educação (6,22% e 0,37 p.p.), Despesas pessoais (5,87% e 0,60 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (5,59% e 0,75 p.p.). Os quatro grupos juntos responderam por, aproximadamente, 64% do resultado do ano.


Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, destaca que “esse é o quinto menor resultado da série desde o plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos. Antes dele, temos 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%)”.


Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, desacelerou na comparação do resultado de 2024 (7,69%) com 2025 (2,95%), especialmente por conta da alimentação no domicílio, que passou de 8,23% para 1,43%. Por seis meses consecutivos (junho a novembro), a alimentação no domicílio registrou variação negativa, acumulando queda de 2,69%. Nos demais meses, a alta acumulada foi de 4,23%.


Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, comenta que “no grupo Habitação, a participação da energia elétrica residencial gerou impacto no resultado acumulado no ano de 0,48 p.p., por conta de reajustes que variaram de -2,16% a 21,95%, além de uma maior prevalência de bandeiras tarifárias onerando a conta dos consumidores, diferentemente do que ocorreu em 2024 com 8 meses de bandeira verde, ou seja, sem custo adicional. Por outro lado, os alimentos para consumo no domicílio apresentaram queda ao longo do ano, em razão de maior oferta”.


Os outros grupos apresentaram os seguintes resultados no acumulado de 2025: Artigos de residência, com -0,28% de variação e -0,01p.p. de impacto; Vestuário, com 4,99% e 0,23 p.p.; Transportes, com 3,07% e 0,63 p.p.; e Comunicação, com 0,77% e 0,03 p.p.


Energia elétrica exerceu o maior impacto individual sobre a inflação de 2025


Entre os 377 subitens que têm seus preços considerados no cálculo do IPCA, a energia elétrica residencial exerceu o maior impacto (0,48 p.p.) individual sobre a inflação de 2025, acumulando alta de 12,31% no ano. Em segundo lugar, vieram os cursos regulares, com 0,29 p.p. de impacto e 6,54% de variação; plano de saúde, com 0,26 p.p. e 6,42%; aluguel residencial, com 0,22 p.p. e 6,06%; e lanche, com 0,21 p.p. e 11,35%.


Vitória teve a maior inflação acumulada em 12 meses


Entre as 16 localidades onde o IBGE faz o acompanhamento semanal dos preços, Vitória (4,99%) teve a maior variação em 2025, influenciada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (17,48%) e do plano de saúde (6,33%). Porto Alegre (4,79%) e São Paulo (4,78%) vieram a seguir. O menor resultado, por sua vez, ocorreu em Campo Grande (3,14%), com destaque das quedas do arroz (-31,01%), das frutas (-10,83%) e das carnes (-2,94%).


Transportes registram maior impacto e Habitação tem queda em dezembro de 2025


Em dezembro de 2025, a maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram do grupo Transportes. O resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), subitem com maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.). Os combustíveis, após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%).


* https://agenciagov.ebc.com.br/Agência Gov | Via IBGE.




 
 
 
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