Argentina ressurge no fim, elimina a Inglaterra e vai à final da Copa


Foto: Reprodução internet
Por Mônica Braga
A Argentina mostrou por que segue sendo a atual campeã do mundo. Em uma semifinal eletrizante, a equipe de Lionel Scaloni venceu a Inglaterra por 2 a 1, de virada, e garantiu vaga na grande decisão da Copa do Mundo de 2026 diante da Espanha. A seleção inglesa saiu na frente com Anthony Gordon, aos 55 minutos, mas recuou em excesso e permitiu a reação argentina. Enzo Fernández empatou aos 85 minutos com um belo chute de fora da área, e Lautaro Martínez, já nos acréscimos, aproveitou assistência de Lionel Messi para marcar o gol da classificação.
Mais uma vez, Lionel Messi foi decisivo. Mesmo sem balançar as redes, comandou a equipe com inteligência, distribuiu o jogo e participou diretamente da jogada do gol da vitória. A Inglaterra pagou caro pela postura conservadora após abrir o placar, enquanto a Argentina demonstrou personalidade, poder de reação e eficiência nos momentos decisivos.
Agora, o mundo terá uma final digna da história da competição: Argentina x Espanha, reunindo duas das seleções que apresentaram o futebol mais consistente do torneio. Se mantiver a intensidade e o espírito de luta exibidos nesta semifinal, a Albiceleste chega embalada para buscar mais um título mundial.
UM PARECER QUE NÃO MERECE COMEMORAÇÃO FORA DAS QUATRO LINHAS
Fora das quatro linhas, a classificação argentina também reacende um debate que acompanha o futebol sul-americano. Episódios recentes envolvendo torcedores argentinos, investigados pela FIFA por supostos atos de racismo e xenofobia, voltaram a ganhar repercussão internacional e reforçam que o espetáculo dentro de campo não pode ser dissociado da responsabilidade nas arquibancadas.
Em meio a esse cenário, a postura discreta de muitos atletas e grandes estrelas do futebol diante desses episódios também desperta reflexões. Embora não recaia sobre eles a responsabilidade pelos atos praticados por terceiros, vozes de enorme alcance têm potencial para influenciar comportamentos e fortalecer uma cultura de respeito.
O silêncio, em momentos de tamanha gravidade, acaba sendo interpretado por parte da opinião pública como uma oportunidade perdida de exercer essa liderança positiva.
Porque títulos passam para a história, mas o respeito ao ser humano é o único legado capaz de honrar verdadeiramente o esporte.
Racismo, xenofobia e qualquer forma de discriminação não têm lugar no futebol. Neutralidade diante da intolerância não marca gols nem ergue taças; a verdadeira grandeza de um ídolo também se mede pela coragem de defender a dignidade humana.
* Texto: Jornalista Mônica Braga / assessora de imprensa.



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