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Anvisa libera uso emergencial das vacinas CoronaVac e Oxford

A decisão foi feita por maioria simples, ou seja, três votos a favor definiram o resultado



Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Marcelo Camargo/Agência Brasil


Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na tarde deste domingo, os dois pedidos para liberação do uso emergencial das vacinas CoronaVac e Oxford contra o coronavírus. Os imunizantes são desenvolvidos pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com reunião de aproximadamente 5 horas, os votos foram unânimes pelos cinco diretores da agência.


A primeira diretora a votar foi a relatora do pedido para uso emergencial das vacinas, Meiruze Freitas. Em seguida, foi a vez de Romison Mota, depois de Alex Campos.


Ao votar, Meiruze afirmou a necessidade de ter uma vacina aprovada para combater a pandemia do coronavírus no país. "É certo que a avaliação de eficácia de uma vacina é complexa para muitas doenças. Mas é certo que para covid-19, em que a compreensão do vírus ainda está evoluindo, a complexidade aumenta ainda mais. Sabemos que para o Brasil, com suas especificações epidemiológicas, os desafios próprios do enfrentamento da pandemia é essencial que haja vacinas o quanto antes", afirmou Meiruze.


Além disso, a diretora ressaltou a importância das medidas de distanciamento social até que boa parte da população seja imunizada. "Reconheço um marco histórico e a contribuição valorosa da autorização do uso emergencial da vacina no enfrentamento da pandemia. Ressalto ainda o caráter decisivo das medidas de proteção e distanciamento social neste momento, em especial até que uma quantidade de vacinas estejam suficientes e significativas para a população brasileira", disse ela.


A relatora sugeriu que o Butantan assine um termo de compromisso para apresentar dados de imunogenicidade da vacina até 28 de fevereiro. Estas informações devem mostrar por quanto tempo a vacina é segura e eficaz.


Ao contrário das autoridades brasileiras que defendem o tratamento precoce com medicamentos que não foram comprovados cientificamente, diretores pontuaram que não existe qualquer indicação para cura da covid-19. "Até o momento, não contamos com alternativa terapêutica comprovada disponível para prevenir ou tratar o novo coronavírus", disse Meiruze.


Mais cedo, três gerências técnicas recomendaram o uso dos imunizantes, mas com ressalvas, como a necessidade de monitorar "incertezas".


A decisão foi feita por maioria simples, ou seja, três votos a favor definiram o resultado. Assim, a decisão passa a valer a partir do momento em que houver a comunicação oficial ao laboratório, que precisará ser publicada no portal da Anvisa, no extrato de deliberações da Diretoria. A agência informa que não há necessidade de publicação no Diário Oficial da União.


- Pedido emergencial


Desde que o Butantan e a Fiocruz pediram pelo uso emergencial, a Anvisa deu um prazo de dez dias para análise da solicitação e, neste domingo, é o penúltimo dia do prazo. A decisão começou a valer a partir do momento em que o laboratório recebeu o comunicado da Anvisa por meio de ofício e publicação do resultado no portal da agência.


No último dia 8, a Anvisa confirmou o pedido de uso emergencial da CoronaVac. Ao longo deste mês, o centro de pesquisa informou que a eficácia geral do imunizante é de 50,4%, para casos leves da doença, 78% e para casos graves 100%.


A vacina de Oxford, também com solicitação feita no dia 8, apresentou eficácia de 62%, com duas doses completas. Já no regime de meia dose seguida de uma dose completa, foi de 90%.


* https://odia.ig.com.br/POR MARINA CARDOSO.


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