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Tomar de 2 a 3 xícaras de café por dia está associado a menor risco de demência, aponta estudo com 131 mil pessoas

  • Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
    Jornal Esporte e Saúde
  • há 5 horas
  • 1 min de leitura

Pesquisa com 43 anos de duração encontrou redução de risco com consumo moderado de cafeína; especialistas veem plausibilidade biológica, mas alertam que resultado não prova


café — Foto: Freepik


Beber café com cafeína regularmente, em quantidade moderada, foi associado a menor risco de demência ao longo da vida em um dos mais extensos acompanhamentos já realizados sobre o tema.


O estudo, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), analisou dados de 131.821 homens e mulheres acompanhados por até 43 anos nos Estados Unidos.


Os participantes integravam duas grandes coortes prospectivas —o Nurses’ Health Study (mulheres) e o Health Professionals Follow-up Study (homens)— e respondiam questionários alimentares a cada dois a quatro anos. Foram excluídas pessoas que já tinham câncer, doença de Parkinson ou demência no início do acompanhamento.


O que o estudo descobriu


Ao longo do acompanhamento, 11.033 participantes desenvolveram demência.


Quando os pesquisadores compararam os extremos de consumo de café com cafeína, encontraram a seguinte diferença:


* Baixo consumo: 330 casos de demência para cada 100 mil pessoas acompanhadas por ano.

* Alto consumo: 141 casos para cada 100 mil pessoas por ano.


A medida “pessoas-ano” é usada para padronizar o cálculo ao longo do tempo. Em termos simples, significa quantos novos diagnósticos surgem, em média, a cada ano dentro de um grupo de 100 mil pessoas.


Na análise ajustada, os maiores consumidores de café com cafeína apresentaram 18% menor risco de desenvolver demência ao longo do período estudado.


O mesmo padrão foi observado para o chá. Já o café descafeinado não apresentou associação consistente com menor risco.


* Por Talyta Vespa, g1

 
 
 
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