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Rio de Janeiro recebe primeira carreta de cardiologia do SUS com oferta de consultas e exames especializados

Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
Jornal Esporte e Saúde
há 5 minutos
2 min de leitura

Unidade móvel do Programa Agora Tem Especialistas tem capacidade para realizar 1,5 mil procedimentos por mês e contribui para diagnóstico oportuno e redução de complicações cardíacas


Foto: Rodrigo Rosetti/MS


A população do Rio de Janeiro passa a contar com uma nova forma de acesso a consultas e exames para cuidar do coração. A primeira carreta de cardiologia do SUS está pronta para realizar atendimentos, e foi apresentada nesta sexta-feira (9) pela secretária de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas. A unidade móvel está no bairro da Penha (RJ) e faz parte do Programa Agora Tem Especialistas, que já disponibiliza carretas em todo o Brasil voltadas à saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem.


“No Complexo da Penha, são mais de 100 mil habitantes. A carreta vai atender 13 comunidades, levando os serviços para perto da casa das pessoas. Com isso, também oportunizamos a avaliação de risco cirúrgico, otimizando o tempo de espera e melhorando o cuidado que tanto defendemos, acreditamos e fortalecemos todos os dias no Sistema Único de Saúde (SUS)”, destaca a secretária.


Na carreta de cardiologia, os pacientes poderão passar por avaliação médica e realizar exames importantes para identificar problemas cardíacos, acompanhar doenças já existentes e receber orientação do tratamento.  A estrutura conta com consultório especializado, eletrocardiograma, ecocardiograma, Holter, MAPA e raio-X digital. Com esses equipamentos, será possível investigar alterações no coração e na pressão arterial, além de acompanhar o funcionamento do coração ao longo do dia.


O veículo fica na capital carioca até o dia 6 de novembro, com uma equipe formada por médico cardiologista, enfermeiro, técnico de enfermagem, apoio remoto e agente do cuidado. A previsão é de mais de 1,5 mil procedimentos mensais. Para receber assistência, os pacientes precisam ser encaminhados pela rede pública de saúde.


As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil, com um óbito registrado a cada 72 segundos, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Em 2025, foram registradas cerca de 398 mil mortes por essas doenças. Nesse contexto, a iniciativa contribui para que os pacientes sejam identificados mais cedo e encaminhados, quando necessário, para outros serviços de alta complexidade. Também amplia o acesso em regiões onde a população enfrenta mais barreiras para chegar aos serviços de saúde.


* Eduarda Paixão / Saúde e Vigilância Sanitária / Ministério da Saúde.

 
 
 

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