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  • Foto do escritorJornal Esporte e Saúde

Rebeca Andrade vai se despedir do Baile de Favela no Mundial

Campeã olímpica busca medalha na final do solo para coroar coreografia que marcou as Olimpíadas de Tóquio: "Orgulhosa de levar essa música para o mundo tudo"

O Baile de Favela vai tocar pela última vez para Rebeca Andrade em uma competição de ginástica artística. Neste domingo, a ginasta de 23 anos vai disputar as finais da trave e do solo no Mundial de Liverpool. Vai ser a despedida da coreografia que bombou nas Olimpíadas de Tóquio, e a brasileira mira um pódio para coroar esse adeus.

- Eu me sinto muito orgulhosa de levar essa música para o mundo tudo. É muito difícil me despedir dela. Acho muito legal que as pessoas realmente gostaram da música, gostaram da coreografia, das minhas apresentações. Com certeza vou me divertir também, mas vou estar bem focada para fazer meu melhor - disse Rebeca, que já conquistou o ouro inédito do individual geral em Liverpool, mas falhou na final das barras assimétricas.

O sportv 2 transmite ao vivo as finais do Mundial, e o ge acompanha as disputas por medalhas em tempo real neste domingo, a partir das 10h15 (de Brasília).

Uma ginasta pode manter uma coreografia por até quatro anos. Rebeca Andrade estreou o Baile de Favela em 2019, na etapa de Stuttgart da Copa do Mundo. Por isso, esta é obrigatoriamente a última temporada que o funk de MC João nas competições internacionais.


Rebeca Andrade é uma das favoritas ao pódio. Ela avançou à final na segunda posição, com 14,200 pontos, atrás da companheira de equipe Flávia Saraiva apenas no critério de desempate. Se manteve acima dos 14 pontos na final por equipes e também na sua coroação do individual geral, quando alcançou os 14,400 pontos, nota só igualada pela britânica Jessica Gadirova também na decisão do individual geral.


- Eu consegui ver quão preparada eu estava para fazer o solo todos os dias e fazer bons solos. Coreografia, com saltos ginásticos, acrobáticos, tudo muito bem. Então é uma coisa muito boa para gente. Eu levo isso como algo muito grande, porque é difícil. A gente está conseguindo mostrar o que a gente pode fazer - disse a campeã olímpica.


Rebeca Andrade na apresentação do individual geral — Foto: Ricardo Bufolin/CBG

A partir de 2023, o solo de Rebeca vai ser embalado por um novo ritmo. Ela ainda não sabe qual vai ser, quer tentar buscar uma série tão representativa quanto o Baile de Favela. Por ora, o foco está em um último ato grandioso para sua coreografia.


Na trave, Rebeca tem menos chances de pódio. Avançou apenas na sétima posição para a final. O Brasil ainda vai ter chances de medalhas neste domingo com Caio Souza no salto e Arthur Nory na barra fixa. Flávia Saraiva está classificada para o solo, mas a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) só deve confirmar sua participação horas antes da prova. Ela está em tratamento intensivo do tornozelo direito desde o último domingo, quando lesionou na classificatória do Mundial de Liverpool.

* https://ge.globo.com/ginastica-artistica/Por Marcelo Courrege e Marcos Guerra — Liverpool, Inglaterra


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