Quando o trabalho adoece quem sustenta o serviço público
- Jornal Esporte e Saúde

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Mais um
Foto arte: Reprodução internet
Mais um servidor que se vai. Mais um nome que entra na lista silenciosa de um funcionalismo público que vem adoecendo em Macaé. Não por falta de compromisso. Não por incapacidade de lidar com as demandas. Mas pelo peso das injustiças acumuladas.
O servidor público municipal carrega uma bagagem pesada: falta de estrutura, equipes reduzidas, pressão constante por resultados e uma cobrança que parece nunca ter limite. Cobrar é necessário. O serviço público exige responsabilidade. Mas a cobrança precisa caminhar ao lado da valorização, e é justamente isso que tem faltado.
O que se vê hoje é um cenário de exigências cada vez maiores e reconhecimento cada vez menor.
Salários defasados, carreiras desvalorizadas e a sensação permanente de que o esforço diário não encontra correspondência nas condições de trabalho.
Trabalha-se muito, cobra-se muito, mas o retorno, material e humano, não acompanha essa realidade.
E quando o trabalhador sente que sua dedicação não vale nada, o corpo e a mente começam a pagar a conta.
O adoecimento do funcionalismo não nasce apenas da carga de trabalho. Ele nasce da injustiça. Nasce da falta de respeito. Nasce de um sistema que exige produtividade, mas não garante dignidade.
Cada perda deveria servir como alerta. Não é apenas uma tragédia pessoal ou familiar. É também um sintoma grave de um ambiente de trabalho que precisa urgentemente ser repensado.
Valorizar o servidor não é discurso. É política pública. É salário digno, condições de trabalho adequadas, respeito institucional e reconhecimento do papel fundamental que esses profissionais têm para que a cidade funcione.
Enquanto isso não for levado a sério, continuaremos chorando nossos colegas.
À luz, companheiro.
* Jornalista Mônica Braga / assessora de imprensa



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