Política perde espaço em grupos de WhatsApp e usuários evitam opinar, mostra estudo
- Jornal Esporte e Saúde

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De acordo com o levantamento, 54% dos usuários do WhatsApp participam de grupos de família e 53% de grupos de amigos, enquanto 38% estão em grupos de trabalho/Freepik
Foto arte: Reprodução internet
O compartilhamento de notícias e opiniões políticas tornou-se menos frequente em grupos de família, amigos e trabalho no WhatsApp, segundo pesquisa divulgada na internet. O levantamento também mostra que mais da metade das pessoas que participam desses grupos dizem ter receio de expressar suas posições por medo de conflitos e reações agressivas.
As conclusões fazem parte do estudo Os Vetores da Comunicação Política em Aplicativos de Mensagens, realizado pelo InternetLab e pela Rede Conhecimento Social, organizações independentes e sem fins lucrativos. A pesquisa buscou mapear como a política circula nos aplicativos de mensagens e como os usuários lidam com o tema no dia a dia.
De acordo com o levantamento, 54% dos usuários do WhatsApp participam de grupos de família e 53% de grupos de amigos, enquanto 38% estão em grupos de trabalho. Já os espaços voltados especificamente ao debate político são minoritários: apenas 6% dos entrevistados afirmaram participar desse tipo de grupo, contra 10% registrados em pesquisa semelhante realizada em 2020.
Ao analisar o conteúdo compartilhado nesses ambientes, os pesquisadores identificaram uma redução contínua, entre 2021 e 2024, da presença de mensagens sobre política, políticos e governo. Nos grupos de família, o percentual de pessoas que apontavam esse espaço como o principal local de circulação desse tipo de conteúdo caiu de 34% para 27%. Entre amigos, a queda foi de 38% para 24%, enquanto nos grupos de trabalho o índice recuou de 16% para 11%.
O estudo reúne relatos de participantes, preservando o anonimato. “Evitamos falar sobre política. Acho que todos têm um senso autorregulador ali, e cada um tenta ter bom senso para não misturar as coisas”, afirmou uma mulher de 50 anos, moradora de São Paulo, ao comentar a dinâmica em seu grupo familiar.



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