Peso do ouro: grupo da ginástica rítmica tem potencial para chegar à final olímpica, não ao pódio

Juntando as melhores notas em diferentes etapas do Pan de Lima, é possível superar a nona colocação da Rio 2016 e, mesmo com uma equipe renovada, fazer bonito em Tóquio

Foto: InfoEsporte.
O desempenho do Brasil no Pan sempre dá esperança aos torcedores em relação às medalhas nas Olimpíadas no ano seguinte. Em 2020, a festa do esporte vai ser em Tóquio, no Japão. Pensando nisso, o GloboEsporte.com analisa cada medalha de ouro da delegação verde-amarela em Lima 2019 dando o peso que cada uma delas tem no cenário mundial. Em caso de esporte ou prova não olímpica, o atleta ficará sem avaliação.

Foto: InfoEsporte.
O ouro da ginástica rítmica nesta segunda-feira foi parte de uma prova olímpica, mas analisamos o todo da apresentação da equipe brasileira, que culminou na vitória no aparelho de três arcos e duas maças. Na final geral, que é a prova que estará no programa de Tóquio, as brasileiras falharam justamente na disputa que as levou ao alto do pódio posteriormente e só pegaram o bronze pela boa apresentação nas cinco bolas.
A nota total no conjunto geral foi de 43.350, baixa para a pretensão de chegar a uma final em 2020. Se juntarmos as notas das finais por aparelho, o 46.750 poderia passar no limite, mas correria sério risco de ficar fora. Num exercício para medir o potencial do Brasil e juntando a melhor nota das cinco bolas na final geral e a melhor dos três arcos e duas maças na decisão por aparelho, um 47.900 deve ser o suficiente para ficar entre as oito melhores do mundo, o que não acontece desde Atenas 2004. As medalhas ainda são um sonho distante, mas superar a nona colocação nas Olimpíadas do Rio é possível, mesmo com um time renovado.
É importante ressaltar que, a cada dois anos, mudam as apresentações nas competições internacionais para as cinco ginastas em ação, sempre uma com cinco elementos iguais (cinco bolas atualmente), e outra com três elementos somados a dois diferentes (três arcos e duas maças no momento). Na Rio 2016, por exemplo, foram disputadas as provas de cinco fitas e também a de três maças e dois arcos.
Com isso em mente, só é possível comparar com as melhores do planeta nas etapas da Copa do Mundo deste ano, já que no Mundial de 2018, por exemplo, eram outros aparelhos. A Rússia, pentacampeã olímpica do conjunto, tem tirado notas acima de 50.000, seguida de perto por Bulgária, que chegou a superar as russas na etapa de Sofia, em casa, Itália e Japão, este com o melhor conjunto na última etapa em Baku, no Azerbaijão. Só com apresentações perfeitas e aumentando ainda mais o nível de dificuldade é que as brasileiras podem pensar em pódio. A realidade do momento é buscar vaga na final olímpica, resultado que, se alcançado, deve ser muito comemorado.
* Globoesporte/Por Guilherme Costa e Rodrigo Breves.



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