Macaé: Ouvidoria Geral participa de inauguração do projeto Banco Vermelho da UFRJ
- Jornal Esporte e Saúde

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Iniciativa é voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher e do feminicídio / Foto: Divulgação
O campus Macaé da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou, nesta terça-feira (10), o Projeto Banco Vermelho, iniciativa voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher e do feminicídio. A cerimônia contou com a participação da Ouvidora Geral de Macaé, Denize Neto, e integra ações previstas na Lei Federal nº 14.942/2024, que incentiva a criação de espaços de memória e reflexão sobre o tema em locais públicos.
Durante a ação, foram instalados dois bancos vermelhos no campus: um no Centro Multidisciplinar, localizado na Cidade Universitária de Macaé, e outro no NUPEM/UFRJ. O projeto foi estruturado e implementado pela Ouvidoria Geral da UFRJ em parceria com a Ouvidoria da Mulher da universidade.
Para Denize Neto, o Projeto Banco Vermelho no campus da UFRJ-Macaé converge com as iniciativas desenvolvidas pelo Sistema Municipal de Ouvidorias voltadas à promoção de direitos e ao enfrentamento da violência contra a mulher.
“Cada vez mais buscamos parcerias para enfrentar a violência contra a mulher. É fundamental compreender que cabe à mulher escolher o lugar que quer ocupar no mundo, mas a segurança para viver realizada e feliz nesse espaço deve ser garantida como política pública de direitos humanos sustentada pelo poder público. Quando instituições sediadas em nosso município constroem ações nesse sentido, devemos declarar nosso apoio irrestrito”, destacou.
Mais do que um elemento urbano, o banco vermelho representa um símbolo de alerta e memória. A cor vermelha faz referência ao sangue derramado em decorrência dos assassinatos de mulheres no Brasil e no mundo, além de funcionar como um sinal de atenção para a necessidade urgente de enfrentar a violência de gênero.
Segundo a Ouvidora da Mulher da UFRJ, Ângela Bretas, o banco vermelho também funciona como um marco simbólico e temporal.
“Ele fala de um passado de sangue derramado, de um presente que exige o enfrentamento ao feminicídio e de um futuro que precisa ser transformado. Precisamos mudar comportamentos, visões de mundo e a forma como educamos nossos meninos, pois as mulheres são as vítimas e os homens, na maioria dos casos, são os agressores”, destacou.
A proposta da iniciativa é intervir no espaço físico da universidade e chamar a atenção da comunidade acadêmica para a necessidade de enfrentar a violência contra as mulheres, além de contribuir para a construção de uma cultura de memória, respeito, dignidade e valorização da vida.
A Ouvidora Geral da UFRJ, Katya Gualter, ressaltou que o ambiente universitário tem recebido um número cada vez maior e mais diverso de mulheres.
“Hoje as universidades são ocupadas por mulheres pardas, pretas, indígenas, mulheres com deficiência, mulheres trans, mulheres mais velhas e mais jovens. Entretanto, também é esse público que vem sofrendo violências graves, muitas vezes de forma avassaladora”, afirmou. Para ela, ações simbólicas, campanhas e iniciativas institucionais são fundamentais para enfrentar essas realidades.

Foto: Divulgação
* Comunicação Macaé.
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