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Macaé inaugura Quilombo Cultural Abdias do Nascimento

Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
Jornal Esporte e Saúde
12 de jul.
3 min de leitura

O Ciep 455 Municipalizado Maringá, no bairro Campo d’Oeste em Macaé, é a primeira escola do município a receber um Quilombo Cultural, um dos projetos pedagógicos inovadores, inclusivos e comprometidos com as temáticas da Educação para as Relações Etnicorraciais (Erer) da Simunye. O Quilombo Cultural Abdias do Nascimento foi inaugurado na quinta-feira (9), com a presença de gestores das secretarias de Educação e de Ensino Superior de Macaé. O Colégio Municipal Botafogo se prepara para também ter o seu o Espaço de Memória Negra Aquilombamento.



O Quilombo Cultural visa reconhecer, valorizar e fazer a patrimonialização de fatos e personagens da cena cultural afro-brasileira e indígena.  O projeto é realizado através de parceria da escola com a Simunye, que desenvolve ações pedagógicas a partir de grupos de pesquisa acadêmica, como o Observatório Carioca de Histórias em Quadrinhos, o Ondjango Estudos Afrobrasileiros e o Projeto Quilombo Cultural. A professora estadunidense Elisa Larkin Nascimento, viúva de Abdias do Nascimento e diretora-presidente do ⁠Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) é apoiadora do projeto e dará acesso aos participantes das atividades promovidas pela Simunye ao acervo do Ipeafro.



“Eu queria agradecer à diretora-geral do ⁠Ciep 455 Municipalizado Maringá, Gabriela Franklin, à equipe de gestão do Colégio Municipal Botafogo presente e à diretora-geral do Colégio Municipal Botafogo, Greyce Boni. As diretoras nos procuraram em final de agosto porque tinham a intenção de fazer uma formação para professores e servidores das escolas para a implementação da Educação para as Relações Etnicorraciais (Erer) este ano. Elas já tinham algum material preparado e nós apresentamos as nossas propostas de projetos. O Governo Federal tem programas a serem replicados nos municípios”, disse o Doutor em Memória Social, Mestre em Educação e gestor da Simunye, Jorge Luís Rodrigues dos Santos.



“Cada passo que é dado em prol de uma educação humanitária é passo de mãos dadas. ‘Se queres ir rápido vá sozinho. Se queres ir longe, vá em grupo’. Agradecemos a presença de representantes da Secretaria de Educação e ao professor Jorge Luís, por ter acreditado no Ciep Maringá e investido em nosso trabalho”, destacou a diretora-geral do ⁠Ciep Maringá, Gabriela Franklin.


O evento contou com a presença da secretária de Ensino Superior de Macaé, Iza Vicente, da coordenadora do Centro de Formação Carolina Garcia, vinculado à Secretaria Adjunta de Ensino Superior, Regina Célia Nascimento, e de gestores da Secretaria de Educação de Macaé: a superintendente Pedagógica, Balade Ayala, e a coordenadora Pedagógica da Secretaria Executiva de Educação Básica, Mauriléa Rodrigues, que ressaltou a importância do Quilombo Cultural.


“Nós estamos aqui não somente inaugurando uma sala.  Nós estamos inaugurando um lugar de esperanças e de sonhos. Precisamos criar uma sociedade diferente, sem racismo. Racismo que é crime. Precisamos ocupar o nosso espaço. O Quilombo Cultural Abdias do Nascimento é uma oportunidade de vocês conhecerem melhor o Brasil e o saber de nossas referências”, disse.


Todo o material fornecido pela Simunye tem acessibilidade. A Simunye disponibiliza jogos e kit bibliográfico antirracistas do Observatório Carioca de Histórias em Quadrinhos, que já é oficialmente indicado pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. O kit amplia o diálogo sobre identidade, diversidade, equidade racial na formação docente e nas práticas pedagógicas.  Este projeto é a implementação nos territórios do programa da rede estadual de educação (Seeduc/RJ), regulamentado desde 2022, e do qual o professor Jorge Luís é um dos idealizadores. Fora isso, a Simunye, por meio de Tecnologias de Comunicação e Informação (TIC), desenvolve projetos de formação pedagógica e de extensão universitária.


O Quilombo Cultural atende à legislação vigente, Lei 10.639/2003, Lei 11.645/2008 e Portaria 470/2024 - que incluem no currículo oficial das redes de ensino a obrigatoriedade da temática ‘História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Simunye (zulu) significa ‘somos um’.


* AL Assessoria de Imprensa / Fotos: Renata Monteiro.

 
 
 

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