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MacaƩ inaugura Quilombo Cultural Abdias do Nascimento

  • Foto do escritor: Jornal Esporte e SaĆŗde
    Jornal Esporte e SaĆŗde
  • hĆ” 57 minutos
  • 3 min de leitura

O Ciep 455 Municipalizado MaringĆ”, no bairro Campo d’Oeste em MacaĆ©, Ć© a primeira escola do municĆ­pio a receber um Quilombo Cultural, um dos projetos pedagógicos inovadores, inclusivos e comprometidos com as temĆ”ticas da Educação para as RelaƧƵes Etnicorraciais (Erer) da Simunye. O Quilombo Cultural Abdias do Nascimento foi inaugurado na quinta-feira (9), com a presenƧa de gestores das secretarias de Educação e de Ensino Superior de MacaĆ©. O ColĆ©gio Municipal Botafogo se prepara para tambĆ©m ter o seu o EspaƧo de Memória Negra Aquilombamento.



O Quilombo Cultural visa reconhecer, valorizar e fazer a patrimonialização de fatos e personagens da cena cultural afro-brasileira e indígena.  O projeto é realizado através de parceria da escola com a Simunye, que desenvolve ações pedagógicas a partir de grupos de pesquisa acadêmica, como o Observatório Carioca de Histórias em Quadrinhos, o Ondjango Estudos Afrobrasileiros e o Projeto Quilombo Cultural. A professora estadunidense Elisa Larkin Nascimento, viúva de Abdias do Nascimento e diretora-presidente do ⁠Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) é apoiadora do projeto e darÔ acesso aos participantes das atividades promovidas pela Simunye ao acervo do Ipeafro.



ā€œEu queria agradecer Ć  diretora-geral do ⁠Ciep 455 Municipalizado MaringĆ”, Gabriela Franklin, Ć  equipe de gestĆ£o do ColĆ©gio Municipal Botafogo presente e Ć  diretora-geral do ColĆ©gio Municipal Botafogo, Greyce Boni. As diretoras nos procuraram em final de agosto porque tinham a intenção de fazer uma formação para professores e servidores das escolas para a implementação da Educação para as RelaƧƵes Etnicorraciais (Erer) este ano. Elas jĆ” tinham algum material preparado e nós apresentamos as nossas propostas de projetos. O Governo Federal tem programas a serem replicados nos municĆ­piosā€, disse o Doutor em Memória Social, Mestre em Educação e gestor da Simunye, Jorge LuĆ­s Rodrigues dos Santos.



ā€œCada passo que Ć© dado em prol de uma educação humanitĆ”ria Ć© passo de mĆ£os dadas. ā€˜Se queres ir rĆ”pido vĆ” sozinho. Se queres ir longe, vĆ” em grupo’. Agradecemos a presenƧa de representantes da Secretaria de Educação e ao professor Jorge LuĆ­s, por ter acreditado no Ciep MaringĆ” e investido em nosso trabalhoā€, destacou a diretora-geral do ⁠Ciep MaringĆ”, Gabriela Franklin.


O evento contou com a presença da secretÔria de Ensino Superior de Macaé, Iza Vicente, da coordenadora do Centro de Formação Carolina Garcia, vinculado à Secretaria Adjunta de Ensino Superior, Regina Célia Nascimento, e de gestores da Secretaria de Educação de Macaé: a superintendente Pedagógica, Balade Ayala, e a coordenadora Pedagógica da Secretaria Executiva de Educação BÔsica, Mauriléa Rodrigues, que ressaltou a importância do Quilombo Cultural.


ā€œNós estamos aqui nĆ£o somente inaugurando uma sala.Ā  Nós estamos inaugurando um lugar de esperanƧas e de sonhos. Precisamos criar uma sociedade diferente, sem racismo. Racismo que Ć© crime. Precisamos ocupar o nosso espaƧo. O Quilombo Cultural Abdias do Nascimento Ć© uma oportunidade de vocĆŖs conhecerem melhor o Brasil e o saber de nossas referĆŖnciasā€, disse.


Todo o material fornecido pela Simunye tem acessibilidade. A Simunye disponibiliza jogos e kit bibliogrÔfico antirracistas do Observatório Carioca de Histórias em Quadrinhos, que jÔ é oficialmente indicado pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. O kit amplia o diÔlogo sobre identidade, diversidade, equidade racial na formação docente e nas prÔticas pedagógicas.  Este projeto é a implementação nos territórios do programa da rede estadual de educação (Seeduc/RJ), regulamentado desde 2022, e do qual o professor Jorge Luís é um dos idealizadores. Fora isso, a Simunye, por meio de Tecnologias de Comunicação e Informação (TIC), desenvolve projetos de formação pedagógica e de extensão universitÔria.


O Quilombo Cultural atende Ć  legislação vigente, Lei 10.639/2003, Lei 11.645/2008 e Portaria 470/2024 - que incluem no currĆ­culo oficial das redes de ensino a obrigatoriedade da temĆ”tica ā€˜História e Cultura Afro-Brasileira e IndĆ­gena. Simunye (zulu) significa ā€˜somos um’.


* AL Assessoria de Imprensa / Fotos: Renata Monteiro.

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