MacaƩ inaugura Quilombo Cultural Abdias do Nascimento
- Jornal Esporte e SaĆŗde
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O Ciep 455 Municipalizado MaringĆ”, no bairro Campo dāOeste em MacaĆ©, Ć© a primeira escola do municĆpio a receber um Quilombo Cultural, um dos projetos pedagógicos inovadores, inclusivos e comprometidos com as temĆ”ticas da Educação para as RelaƧƵes Etnicorraciais (Erer) da Simunye. O Quilombo Cultural Abdias do Nascimento foi inaugurado na quinta-feira (9), com a presenƧa de gestores das secretarias de Educação e de Ensino Superior de MacaĆ©. O ColĆ©gio Municipal Botafogo se prepara para tambĆ©m ter o seu o EspaƧo de Memória Negra Aquilombamento.

O Quilombo Cultural visa reconhecer, valorizar e fazer a patrimonialização de fatos e personagens da cena cultural afro-brasileira e indĆgena.Ā O projeto Ć© realizado atravĆ©s de parceria da escola com a Simunye, que desenvolve aƧƵes pedagógicas a partir de grupos de pesquisa acadĆŖmica, como o Observatório Carioca de Histórias em Quadrinhos, o Ondjango Estudos Afrobrasileiros e o Projeto Quilombo Cultural. A professora estadunidense Elisa Larkin Nascimento, viĆŗva de Abdias do Nascimento e diretora-presidente do ā Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) Ć© apoiadora do projeto e darĆ” acesso aos participantes das atividades promovidas pela Simunye ao acervo do Ipeafro.

āEu queria agradecer Ć diretora-geral do ā Ciep 455 Municipalizado MaringĆ”, Gabriela Franklin, Ć equipe de gestĆ£o do ColĆ©gio Municipal Botafogo presente e Ć diretora-geral do ColĆ©gio Municipal Botafogo, Greyce Boni. As diretoras nos procuraram em final de agosto porque tinham a intenção de fazer uma formação para professores e servidores das escolas para a implementação da Educação para as RelaƧƵes Etnicorraciais (Erer) este ano. Elas jĆ” tinham algum material preparado e nós apresentamos as nossas propostas de projetos. O Governo Federal tem programas a serem replicados nos municĆpiosā, disse o Doutor em Memória Social, Mestre em Educação e gestor da Simunye, Jorge LuĆs Rodrigues dos Santos.

āCada passo que Ć© dado em prol de uma educação humanitĆ”ria Ć© passo de mĆ£os dadas. āSe queres ir rĆ”pido vĆ” sozinho. Se queres ir longe, vĆ” em grupoā. Agradecemos a presenƧa de representantes da Secretaria de Educação e ao professor Jorge LuĆs, por ter acreditado no Ciep MaringĆ” e investido em nosso trabalhoā, destacou a diretora-geral do ā Ciep MaringĆ”, Gabriela Franklin.

O evento contou com a presença da secretÔria de Ensino Superior de Macaé, Iza Vicente, da coordenadora do Centro de Formação Carolina Garcia, vinculado à Secretaria Adjunta de Ensino Superior, Regina Célia Nascimento, e de gestores da Secretaria de Educação de Macaé: a superintendente Pedagógica, Balade Ayala, e a coordenadora Pedagógica da Secretaria Executiva de Educação BÔsica, Mauriléa Rodrigues, que ressaltou a importância do Quilombo Cultural.
āNós estamos aqui nĆ£o somente inaugurando uma sala.Ā Nós estamos inaugurando um lugar de esperanƧas e de sonhos. Precisamos criar uma sociedade diferente, sem racismo. Racismo que Ć© crime. Precisamos ocupar o nosso espaƧo. O Quilombo Cultural Abdias do Nascimento Ć© uma oportunidade de vocĆŖs conhecerem melhor o Brasil e o saber de nossas referĆŖnciasā, disse.
Todo o material fornecido pela Simunye tem acessibilidade. A Simunye disponibiliza jogos e kit bibliogrĆ”fico antirracistas do Observatório Carioca de Histórias em Quadrinhos, que jĆ” Ć© oficialmente indicado pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. O kit amplia o diĆ”logo sobre identidade, diversidade, equidade racial na formação docente e nas prĆ”ticas pedagógicas.Ā Este projeto Ć© a implementação nos territórios do programa da rede estadual de educação (Seeduc/RJ), regulamentado desde 2022, e do qual o professor Jorge LuĆs Ć© um dos idealizadores. Fora isso, a Simunye, por meio de Tecnologias de Comunicação e Informação (TIC), desenvolve projetos de formação pedagógica e de extensĆ£o universitĆ”ria.
O Quilombo Cultural atende Ć legislação vigente, Lei 10.639/2003, Lei 11.645/2008 e Portaria 470/2024 - que incluem no currĆculo oficial das redes de ensino a obrigatoriedade da temĆ”tica āHistória e Cultura Afro-Brasileira e IndĆgena. Simunye (zulu) significa āsomos umā.
* AL Assessoria de Imprensa / Fotos: Renata Monteiro.