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José Roberto analisa vitória sobre a Sérvia: "Ficam a lição e o susto"

  • Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
    Jornal Esporte e Saúde
  • 16 de jul. de 2022
  • 3 min de leitura

Comandante da renovação na seleção brasileira feminina dá uma aula durante e depois do jogo na semifinal da Liga das Nações

Não demorou para que a renovação na seleção brasileira feminina de vôlei, liderada pelo técnico José Roberto Guimarães, desse resultado. Depois de terminar a fase de classificação da Liga das Nações em segundo lugar, a equipe eliminou o Japão nas quartas e a Sérvia na semifinal, na manhã deste sábado. A vaga na decisão contra a Itália foi conquistada de virada, com muita emoção e algumas lições.


Esta é a opinião do treinador tricampeão olímpico, que foi professor para as jogadoras durante o jogo e para o público na entrevista após o duelo. Em entrevista ao repórter Marcelo Courrege, ele explicou com detalhes em que as jovens jogadoras precisam estar atentas, e como podem desenvolver seu jogo, mesmo após uma vitória por 3 sets a 1.

Brasil x Sérvia pela semifinal da LIga das Nações — Foto: FIVB

- [O jogo foi] Muito tenso, principalmente quando o time adversário abre uma vantagem no início, que é um momento de equilíbrio, onde as forças estão se medindo ali. Nós deixamos abrir muito os dois primeiros sets. Ficou complicado para correr atrás - afirmou José Roberto.


- E essa tensão da marcação, de quem ia receber a bola, do saque que tinha que tirar da líbero - parece que a bola ia para lá. Mas acho que essa recuperação foi importante para elas entenderem o quanto a estratégia, precisão, distribuição e sistema defensivo são importantes. Fica a grande lição e o susto, porque foi um susto - completou.


Exigente, o técnico ressaltou que as jogadoras podem entregar mais em quadra. Para isso acontecer, elas precisam visualizar e entender os movimentos táticos e estratégicos do seu time e das adversárias. As orientações do treinador durante o duelo compensam, por vezes, a falta de experiência em situações de jogo.


- Não é só assistir ao vídeo depois. “Ah, eu fiz isso, eu fiz aquilo”. Mas, se eu puder ajudar a equilibrar um pouco as ações, na hora do salto, na hora das decisões. Ou seja, de como a gente vai marcar, qual é a distância que a gente vai dar de uma jogadora para a outra, [eu vou fazer]. Porque é um jogo de espaços e a gente precisar estar, toda hora, muito bem equilibrado - disse José Roberto.

- A gente precisa saber, o tempo inteiro, o que vamos fazer com cada jogadora adversária. Para onde a gente vai fechar, onde a defesa vai correr e como a gente vai contra-atacar na transição. Então, o tempo inteiro, ainda vai se falar... Para a Gabi, não preciso falar tanto, porque é um show - encerrou o técnico.


Maior referência do time, a ponteira Gabi (15 pontos) contou com a valiosa ajuda de Kisy (19) e Julia Bergmann (16) para derrubar as sérvias. As adversárias já haviam sido batidas também na fase de classificação, mas, desta vez, deram mais trabalho. Agora, a expectativa é para a final deste domingo.


Brasil x Sérvia pela semifinal da LIga das Nações — Foto: FIVB

- Se passar a Turquia, elas contam com a energia da torcida da casa. Não é uma jogadora só, têm o jogo coletivo. A Itália tem a Egonu, a melhor jogadora do mundo. Mas estamos confiando no nosso processo. Sonhamos grande, queremos grande - afirmou Gabi, antes de saber da vitória da Itália sobre a Turquia por 3 sets a 0 na outra semifinal.

* https://ge.globo.com/volei/Por Redação do ge — Ancara, Turquia


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