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Invictos, Brasil e Argentina fazem quarta final pela Copa América de Basquete

  • Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
    Jornal Esporte e Saúde
  • 11 de set. de 2022
  • 3 min de leitura

Seleções jogam neste domingo, à 20h40, no ginásio Geraldão, no Recife; equipe brasileira não decidia competição há 11 anos e tenta o pentacampeonato

A "melhor final possível" virou realidade na Copa América de Basquete 2022. Únicos invictos após cinco jogos, Brasil e Argentina jogam às 20h40 deste domingo, no ginásio Geraldão, no Recife, pelo título (com transmissão do Sportv). Esta é a quarta vez que os países se enfrentam na decisão da competição, que volta ao Brasil após 38 anos.


— Foto: Arte/ge

O primeiro encontro da maior rivalidade sul-americana em finais foi em 2001, com vitória argentina em casa por 78 a 59. O Brasil deu o troco em 2005, na República Dominicana, com placar de 100 a 88 que teve atuação de gala de Leandrinho no último quarto - com 18 pontos - e prêmio de MVP da competição para Marcelinho Machado (relembre abaixo).

Já em 2011, novamente em casa, os hermanos voltaram a vencer, por 80 a 75 - com Luis Scola eleito MVP. Curiosamente, esta decisão foi a última enfrentada pelo Brasil, que retorna ao palco principal da Copa América após 11 anos. E também foi o último título da Argentina - bicampeã da competição, tendo vencido ambas as edições sobre os brasileiros.


Quanto à nossa seleção, foram cinco títulos conquistados. Além do já citado, houve vitória em 2009 contra Porto Rico, na casa dos adversários, em 1988 também contra os porto-riquenhos, só que no Uruguai, e também em 1984, sobre os uruguaios, em São Paulo - na até então única vez que a Copa América havia sido disputada no Brasil.


Léo Meindl comemora cesta em semifinal do Brasil contra o Canadá na Copa América de Basquete — Foto: Rafael Vieira/AGIF

O peso da final em casa

Cestinha com 19 pontos e eleito o melhor jogador da semifinal contra o Canadá, o ala Léo Meindl disse que o grupo brasileiro está ciente da importância da decisão em casa, depois de o Brasil passar tantos anos sem um título da Copa América.


- A gente foi entendendo aos poucos a dimensão. Tantos os jogadores mais experientes como a comissão técnica frisaram a importância de jogarmos no país. Fiquei sabendo há pouco tempo desses dados, não sabia que fazia tantos anos que o Brasil não chegava a uma final - afirmou.

"Poder representar o país na própria casa e brigar pelo título é uma responsabilidade enorme. A ficha caiu, tanto que nossa maneira de jogar foi mudando muito ao longo dos dias e dos jogos e sabemos da dimensão."

Estratégia para a decisão

O jogo contra a Argentina será, de longe, o maior desafio brasileiro na Copa América. O time tem como principais nomes o ala Gabriel Deck, cestinha da competição com 21,4 pontos por jogo, e os armadores Facundo Campazzo (12,2 pontos e 9 assistências) e Nicolás Laprovittola (16,8 pontos). O técnico é o ex-jogador Pablo Prigioni, que assumiu pouco antes da Copa América.


Gabriel Deck, da Argentina, é o cestinha da Copa América — Foto: Fiba/Divulgação

Em termos estatísticos, os argentinos têm melhor média de pontos, com 88,4, contra 82 dos brasileiros, dão mais assistências (21 contra 18,8) e têm melhor aproveitamento nas bolas de dois pontos (61,8% contra 51,5%). O Brasil, por outro lado, pega mais rebotes (40,5 contra 31,2) e chuta melhor da linha de três pontos (38,3% contra 34,8%).

"Assistimos todos os jogos da Argentina, o estilo já é conhecido, mesmo que mude o treinador. As características dos jogadores não mudam tanto. Muito inteligentes, passam bem a bola, gostam de romper (defesa) e passar pra fora. Entendem muito bem os espaços, ofensivamente falando", explicou o técnico Gustavo de Conti.

Técnico Gustavo de Conti em Brasil x Canadá, pela semifinal da Copa América de Basquete — Foto: Fiba/Divulgação

O treinador brasileiro lembrou que a base da seleção argentina que joga a Copa América esteve na campanha vice-campeã mundial em 2019 - perdeu a decisão para a Espanha, por 95 a 75.

- Não é à toa que é a atual vice-campeã mundial, apenas com a saída do Scola (Luís Scola, que se aposentou da seleção). Um grande time e muito experiente, mas temos nossas armas também pra jogar com eles dos dois lados da quadra. Vamos tentar impor nosso ritmo, mais acelerado, de força física e presença maior dentro da área


* Por Redação do ge — Recife





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