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Feminicídio no Brasil segue em alta e expõe cenário crítico de violência de gênero

  • Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
    Jornal Esporte e Saúde
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Foto arte: Reprodução internet


Dados divulgados no início de março de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam um cenário alarmante de violência contra mulheres no Brasil.


As estatísticas mais recentes apontam que o país registrou aumento nos casos de feminicídio, reforçando a gravidade da violência de gênero e a urgência de políticas públicas eficazes.


O levantamento mostra que 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, número que representa um aumento de 4,7% em relação a 2024. Trata-se do maior registro desde 2015, ano em que o feminicídio passou a ser tipificado na legislação brasileira por meio da Lei do Feminicídio.


Na prática, os números revelam uma média brutal: aproximadamente quatro mulheres são assassinadas por dia no país por razões de gênero.


O perfil das vítimas também expõe desigualdades estruturais. Seis em cada dez mulheres assassinadas eram negras, evidenciando como racismo e violência de gênero caminham juntos no Brasil.


Outro dado preocupante indica que 13% das vítimas possuíam medida protetiva de urgência, o que demonstra falhas no sistema de proteção e acompanhamento dessas mulheres.


As estatísticas também revelam um padrão territorial da violência. Metade dos feminicídios ocorre em cidades com até 100 mil habitantes, locais onde, muitas vezes, a rede de proteção social e institucional é mais limitada.


Especialistas ainda alertam para um problema recorrente: a subnotificação. Pesquisas apontam que o número real de vítimas pode ser até 38% maior do que os registros oficiais, o que significa que a dimensão da tragédia pode ser ainda mais grave do que mostram os dados.


Diante desse cenário, os números deixam de ser apenas estatísticas e passam a representar vidas interrompidas, famílias destruídas e uma sociedade que ainda falha em proteger suas mulheres.


Jornalista Mônica Braga


Mônica Braga é jornalista, poeta, professora e escritora, tem dedicado parte de sua atuação à escrita de artigos de opinião e notas jornalísticas voltadas a temas sociais, especialmente questões relacionadas à violência contra a mulher, direitos humanos, educação, política e economia. Seu trabalho busca provocar reflexão pública e dar visibilidade a temas urgentes que muitas vezes são tratados apenas como números.


* Texto: Jornalista Mônica Braga /assessora de imprensa.

 
 
 

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