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Esquizofrenia eleitoral: quando a polarização política provoca violência

  • Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
    Jornal Esporte e Saúde
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

No Brasil, existe uma percepção muito grande de insegurança. Esse cenário, unido à falta de confiança na política e nas instituições, desenha um quadro extremamente preocupante


O candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) foi atingido por uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG) / (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo)


Facas e canivetes estão entre os maiores personagens das eleições brasileiras de 2018. No dia 6 de setembro, o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) foi atingido por uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Horas depois do encerramento da votação do primeiro turno, na madrugada de 8 outubro, o mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, eleitor do PT, recebeu 12 facadas nas costas e perdeu a vida depois de discussão sobre política em Salvador (BA) — o assassino nega que a motivação tenha sido política. Horas depois, em Porto Alegre (RS), uma jovem de 19 anos foi supostamente atacada por homens que usaram canivetes para marcar sua barriga com uma suástica — ela não seguirá com a ação.


Além dos desentendimentos sobre política, os ataques contra minorias parecem ter aumentado. A Organização das Nações Unidas (ONU) se manifestou sobre o assunto. Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, declarou por meio de nota: “O discurso violento e inflamado durante essas eleições, particularmente contra LGBTI, mulheres, afrodescendentes e pessoas com diferentes visões políticas, é profundamente preocupante”. Por sua vez, Raquel Dodge, procuradora-geral da República, editou instrução aos procuradores regionais eleitorais a fim de combater episódios de ódio e de notícias falsas.


Nas redes sociais, a virulência dos debates sobre política está disseminada. E a agressividade saltou do ambiente virtual e chegou às ruas. É possível que a polarização provocada por disputas ideológicas esteja provocando uma situação de violência generalizada?


* Por Tiago Cordeiro, especial para a Gazeta do Povo.




 
 
 

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