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Empresa cria modelo para mapear obsolescência de equipamentos de imagem no Brasil

  • Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
    Jornal Esporte e Saúde
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

Tecnologia cruza bases históricas para identificar estágio funcional de tomógrafos e ressonâncias e trazer previsibilidade às decisões de investimento


Ademar Paes Júnior / Foto: Divulgação


A substituição de equipamentos de diagnóstico por imagem, como tomógrafos e aparelhos de ressonância magnética, pode envolver investimentos superiores a R$ 5 milhões por unidade no Brasil. Ainda assim, muitas instituições tomam decisões de renovação tecnológica de forma reativa, motivadas por falhas operacionais ou ciclos comerciais.


A LifesHub, empresa catarinense especializada em inteligência de dados e IA, desenvolveu uma metodologia proprietária capaz de estimar a “idade real” e o estágio funcional de equipamentos de imagem a partir da consolidação de bases históricas do sistema de saúde brasileiro desde 2005. A solução cruza dados de instalação, tipo de tecnologia, perfil de utilização e expectativa média de vida útil por categoria, permitindo identificar quando um equipamento se aproxima de uma fase crítica de obsolescência.


O mercado brasileiro de equipamentos de diagnóstico por imagem está em expansão. Segundo relatório da consultoria internacional IMARC Group, o segmento foi estimado em cerca de US$ 623,6 milhões em 2025, com projeção de crescimento nos próximos anos. Já o volume de exames de diagnóstico por imagem no país alcançou 24,4 milhões de procedimentos em 2024, conforme levantamento divulgado pelo Painel Abramed.


A solução da LifesHub permite mapear onde há maior concentração de equipamentos próximos ao fim da vida útil técnica, quais regiões apresentam maior probabilidade de renovação tecnológica e onde podem ocorrer riscos de interrupção de serviço por desgaste operacional.


Para hospitais e clínicas, isso significa reduzir paradas inesperadas, aprimorar o planejamento de manutenção e organizar investimentos com maior segurança. Para fabricantes e distribuidores, a inteligência analítica possibilita direcionar estratégias comerciais com base em evidências sobre dinâmica regional de renovação tecnológica e perfil dos estabelecimentos de saúde.


“A tecnologia médica é um dos principais ativos das instituições. Quando modelamos o ciclo de vida real desses equipamentos com base em dados históricos, deixamos de agir apenas diante da falha e passamos a planejar com antecedência”, afirma Ademar Paes Júnior, médico radiologista e CEO da LifesHub. “Isso traz previsibilidade financeira e mais eficiência para o setor.”


* Texto: Jornalista Thiago Burigato / assessor de imprensa.





 
 
 

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