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CÁRMEN LÚCIA: UMA VOZ DE CORAGEM EM UM MOMENTO DE TENSÃO

Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
Jornal Esporte e Saúde
há 53 minutos
2 min de leitura

Cármen Lúcia / Reprodução internet


Eu vejo a postura de Cármen Lúcia de forma positiva, e não tenho dificuldade em dizer isso.


Em um momento de enorme tensão política, a ministra teve a coragem de reconhecer que o Supremo precisa ouvir a sociedade.


Ao pedir desculpas ao povo brasileiro e admitir o desconforto provocado pela Corte, Cármen Lúcia demonstrou uma qualidade que deveria ser valorizada em qualquer autoridade: humildade diante do cidadão.


E, para mim, isso também conversa com uma postura que Lula vem defendendo: a preservação das instituições democráticas e da confiança da população.


É importante dizer claramente: concordar com Lula em determinado ponto não significa transformar o Supremo em instrumento de governo. E elogiar Carmen Lúcia não significa ignorar críticas que possam ser feitas ao Tribunal.


Significa reconhecer que, diante de uma crise institucional, há diferença entre quem alimenta a ruptura e quem procura preservar as instituições.


No caso Banco Master, quero investigação, transparência e esclarecimento. Sem blindagem para ninguém e sem condenação antecipada.


Mas também não aceito que qualquer crise seja automaticamente transformada em arma eleitoral contra a democracia.


Cármen Lúcia fez algo que considero importante: olhou para o cidadão e reconheceu que a confiança pública precisa ser reconquistada.


E Lula, gostem alguns ou não, continua sendo uma liderança central da democracia brasileira e tem legitimidade para defender a estabilidade das instituições.


Minha opinião é simples: neste momento, Cármen Lúcia merece ser respeitada por sua postura institucional, e Lula merece ser reconhecido quando defende a democracia e a credibilidade das instituições.


O Brasil não precisa de mais incêndio político.


Precisa de instituições fortes, investigação quando houver fatos a esclarecer e, acima de tudo, respeito à democracia e à vontade popular.


* Texto: Jornalista Mônica Braga / assessora de imprensa.

 
 
 

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