Como lidar com amigos com opiniões políticas diferentes?
- Jornal Esporte e Saúde

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Debates costumam ser experiências enriquecedoras, mas é preciso tomar alguns cuidados para não prejudicar suas amizades

(Getty Images/Reprodução)
Discutir sobre política é algo que pode despertar os ânimos e gerar debates calorosos. Na busca por um inexistente “certo e errado”, muitas pessoas acabam entrando em discussões complexas, apelam para argumentos rasos e até ficam mais agressivas.
E quando essa discordância ocorre com um amigo? Será que vale a pena levar a discussão adiante ou mesmo terminar uma amizade por isso?
Em primeiro lugar, tenha em mente que é muito importante valorizar o debate. Acima das paixões, há a necessidade de discutir as ideias para que possa haver uma evolução do senso crítico e da percepção social. Então a dica aqui é saber falar, ouvir e rebater sempre no campo das ideias, evitando ao máximo uma passionalidade nociva.
“É preciso usar a empatia e buscar entender as motivações que levam o amigo a pensar diferente”, diz Falcão. Devemos nos perguntar: a visão do outro é fruto do seu histórico de vida? É fruto de .interesses corporativos ou de classe? De concepções religiosas? E o mesmo vale para as suas próprias convicções: “por que penso assim?”
Sempre questione a si mesmo. Questione as suas próprias motivações.
Ser amigo é um exercício de tolerância e empatia. As divergências políticas são naturais em um ambiente democrático. Além disso, faz parte do processo de amadurecimento lidar com as diferenças. “As certezas de ambos os lados podem conter falhas. Saber ceder é sinal de maturidade e de acolhimento. E, muitas vezes, ter posicionamentos diferentes em relação a política, a religião e a outros temas nos trazem mais repertório de vida”, diz Lopes.
Com isso em mente, também devemos considerar que existem certos posicionamentos que são muito difíceis de lidar. Afinal, alguns limites precisam ser respeitados. Em situações de opressão, por exemplo, opinar a favor do opressor é algo inadmissível. Conviver com o racismo, com a homofobia, com a intolerância e com fascismo nos faz coniventes”, diz Falcão. Isso pode, sim, segundo ele, ser um motivo razoável para um afastamento. A sua opinião acaba onde começa o respeito e os direitos de outra pessoa. Os exemplos levantados pelo diretor vão além de uma questão de achismos ou posicionamentos, mas de caráter e respeito ao próximo.
* Edvaldo Lopes, coordenador pedagógico do Colégio Oficina do Estudante, de Campinas (SP).



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