Como a Copa do Mundo tem sido usada como vitrine para impulsionar discursos de políticos brasileiros

Uso da camisa da Seleção, bandeira e referências ao futebol ganha espaço nas estratégias de comunicação de pré-candidatos ao Planalto

Na foto da esquerda para direita: Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Foto: Ricardo Stuckert/PR - Reprodução/YouTube/Instagram
Desde pouco antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo, também se intensificou uma disputa que vai além das quatro linhas: a apropriação política dos símbolos da Seleção por diferentes pré-candidatos. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem intensificado a associação entre a camisa da Seleção Brasileira e a identidade bolsonarista, relação que ganhou força nos últimos anos. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aliados também já vem investindo nesse campo, recorrendo a um discurso de patriotismo e ao uso das cores da bandeira nacional em suas estratégias de comunicação.
Outros nomes de pré-candidatos à disputa presidencial igualmente têm tentado se inserir na visibilidade gerada pelo Mundial. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), por exemplo, fez referência à estreia da Seleção no torneio para associar o momento à sua campanha. "Nessa hora vocês não reparem não, mas vale o trocadilho, hoje eu sou Brasil para Caiado", disse em um vídeo no qual aparece ao lado da esposa vestindo a camisa da seleção e segurando uma bandeira do Brasil.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) também tem recorrido ao tema em sua estratégias de comunicação. Em uma publicação feita em junho, apareceu vestindo a camisa canarinho ao comentar a participação de mulheres trans na categoria feminina --pauta que já havia sido explorada por setores da direita durante os Jogos Olímpicos de 2024. Em outras publicações, Zema também iniciou os vídeos com referências à Copa do Mundo para fazer críticas ao governo Lula, abordando temas como a relação do Brasil com os Estados Unidos.
https://www.terra.com.br/ Por: Isabella Lima



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