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Caso Orelha: brutalidade contra cão comunitário choca o Brasil

  • Foto do escritor: Jornal Esporte e Saúde
    Jornal Esporte e Saúde
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Foto: Reprodução internet


Por Mônica Braga


Florianópolis, Santa Catarina


O caso do cachorro conhecido como Orelha, um animal comunitário de cerca de 10 anos, vivido por moradores da Praia Brava, no norte de Florianópolis, provocou comoção nacional e intenso debate sobre maus-tratos a animais no Brasil.


Orelha era um cão dócil e querido pela comunidade local, que alimentava e cuidava dele há mais de uma década. Na primeira semana de janeiro de 2026, ele foi encontrado gravemente ferido em uma área de mata próxima à praia, com lesões tão graves que teve de ser levado a uma clínica veterinária para atendimento emergencial.


Apesar dos esforços dos profissionais, o animal não resistiu aos ferimentos e foi submetido à eutanásia no dia 5 de janeiro para evitar sofrimento prolongado.


Investigação e suspeitos


A Polícia Civil de Santa Catarina identificou quatro adolescentes como principais suspeitos de envolvimento nas agressões que levaram à morte de Orelha.


As investigações prosseguem com base em análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas, ainda sem divulgação de vídeos que mostrem o momento exato das agressões.


Além disso, três adultos — pais e um tio de um dos adolescentes — foram indiciados por coação de testemunhas, após tentativas de interferir na investigação. Uma testemunha teria sido ameaçada para não colaborar com o caso.


Outro cachorro comunitário, conhecido como Caramelo, também aparece nas apurações, depois que os adolescentes teriam tentado afogá-lo no mar — ele sobreviveu e foi adotado por um delegado da Polícia Civil.


Comoção e repercussão


A morte de Orelha gerou forte repercussão entre cidadãos, organizações de proteção animal, figuras públicas e internautas em todo o país. A hashtag #JustiçaPorOrelha viralizou nas redes sociais.


Celebridades e influenciadores se posicionaram em memória do cão e em defesa de punições mais duras contra quem pratica crueldade contra animais.


A comoção também resultou em iniciativas para lembrar o animal e refletir sobre a proteção dos direitos dos animais, incluindo propostas de homenagens e mobilizações comunitárias.


Contexto legal e próximos passos


Legalmente, adolescentes são inimputáveis no Brasil segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas podem ser responsabilizados por medidas socioeducativas. A Polícia Civil continua a investigação para consolidar provas e seguir com as etapas legais do caso.


* Jornalista Mônica Braga / assessora de imprensa.

 
 
 

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