"Canetas emagrecedoras serão disponibilizadas de forma responsável no SUS", diz ministro

Além do fomento à produção nacional de medicamentos contra a obesidade, que já conta com 14 produtos registrados, o Ministério da Saúde conduz estudo para avaliar o uso desses medicamentos em pacientes do SUS

Foto: Internet
Ao acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira (17/9), em viagem a Montes Claros (MG), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou os primeiros resultados do trabalho realizado pela pasta para avaliar a incorporação das chamadas canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro reforçou que o medicamento, utilizado no tratamento da obesidade, será oferecido gratuitamente no SUS de forma responsável, com base em estudos e na definição de um protocolo clínico.
“O Brasil é hoje o país com a maior diversidade de medicamentos registrados para o combate à obesidade, as chamadas canetas emagrecedoras. Já temos 14 produtos registrados. E isso derrubou o preço para a população. O que estava custando R$ 1,7 mil, R$ 2 mil, já está entre R$ 300 e R$ 400 na farmácia, aumentando o acesso. Isso já ajuda muita gente. Mas a gente quer uma outra coisa: colocar essa medicação no SUS como um direito. E vamos fazer isso de forma responsável”, ressaltou o ministro Padilha.
Em visita à fábrica da Eurofarma, primeira multinacional farmacêutica com capital 100% brasileiro, o ministro reforçou que o medicamento não será incorporado ao SUS como um “milagre estético”. “Estamos avaliando pessoas que estavam na fila de cirurgia bariátrica para saber se o uso dessa medicação consegue controlar a obesidade sem a necessidade de cirurgia; se melhora a situação de pessoas que têm obesidade e problemas cardíacos; e de mulheres que tiveram câncer de mama, avaliando se a utilização dessa medicação pode reduzir o risco de o câncer voltar. São pessoas que precisam do medicamento, com orientação médica. Vamos deixar pronto o protocolo para podermos disponibilizá-lo no SUS, em todo o Brasil, de forma responsável”, reforçou.
* Saúde e Vigilância Sanitária / Ministério da Saúde.



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