Canetas emagrecedoras ilegais cruzam fronteira e expõem quem usa a riscos graves
- Jornal Esporte e Saúde

- há 2 horas
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Receita Federal aponta crescimento do contrabando vindo do Paraguai; especialistas alertam para danos à saúde.

Canetas emagrecedoras devem ser aplicadas com indicação médica
— Foto: Reprodução / TV TEM
A febre das canetas emagrecedoras no Brasil já cruzou a fronteira — de forma ilegal. O contrabando desses medicamentos vindos do Paraguai, vendidos sem receita e sem controle sanitário, virou um problema de saúde pública.
Negociadas no meio da rua, vendidas pela internet e oferecidas em propagandas improvisadas de laboratórios, as canetas aparecem até em anúncios com direito a dancinha. Em um flagrante em Porto Alegre, um vendedor afirmou que não precisa de receita médica e que compra, em média, de 40 a 60 caixas por vez.
Para driblar a fiscalização, quem negocia as canetas tenta burlar o controle de todas as formas possíveis: no estofamento de carros e ônibus, escondidas em fundos falsos e até dentro de pneus.
“O brasileiro que compra essas canetas de forma irregular pode ter praticamente a certeza de que está adquirindo um suposto medicamento que chegou ao país sem a devida refrigeração e sem condições adequadas de uso. Ele pode não ter os efeitos esperados ou ainda causar danos à saúde”, afirma o auditor fiscal da Receita Federal Daniel Link.
Para as autoridades, o contrabando de canetas emagrecedoras já é considerado um problema de saúde pública.
“O combate passa pelo reforço nas áreas de fronteira, mas também pela homogeneização de protocolos entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil e a do Paraguai. Isso ajudaria muito”, diz Luciano, do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras.
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