Brasileiros deportados dos EUA para países africanos vivem sem saber quando poderão voltar
- Jornal Esporte e Saúde

- há 1 dia
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Reportagem exclusiva do Fantástico mostra casos de brasileiros enviados para países como Libéria e Guiné Equatorial. Eles relatam falta de informações, ameaças, detenções e destino incerto.

Paola Santos, de 21 anos, foi deportada para a Libéria — Foto: Reprodução/TV Globo
A mineira Paola Santos, de 21 anos, trabalhava com limpeza de obras nos Estados Unidos há cinco anos até que foi detida pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), a polícia de imigração americana.
Ela tinha entrado ilegalmente no país pela fronteira com o México, mas diz que tinha permissão de trabalho porque o estado de Massachusetts, onde morava, é mais flexível com imigrantes.
Depois de uma blitz do ICE, permaneceu presa por um ano e três meses. Nesse período, passou por cadeias em Massachusetts, Connecticut, Vermont, Texas e Louisiana, até que, há duas semanas, foi levada para um avião com destino desconhecido.
A brasileira só descobriu o destino quando desembarcou depois de uma viagem de 16 horas, em que ficou com pés, mãos e cintura algemados. "Bem-vindos, vocês estão na Libéria", dizia a imigração, segundo Paola.



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