Autismo: população debate ações e direitos na inclusão realizada na Câmara Municipal de Macaé


Audiência pública aconteceu durante quase quatro horas, na sede do Legislativo (
Foto: Ivana Gravina)
Um momento para reconhecer avanços e, principalmente, buscar alternativas para superar os desafios e fazer de Macaé uma cidade cada vez mais inclusiva. Esse foi o principal foco da audiência Políticas Públicas para Pessoas Autistas, realizada pela Câmara Municipal ao longo da tarde desta quinta-feira (9). Parlamentares, representantes do Executivo, movimentos sociais e famílias compartilharam experiências, sentimentos e esperança por um futuro digno para as pessoas com deficiência (PcD).
A audiência pública foi solicitada, pelo 14º ano consecutivo, por Cesinha (Cidadania), um dos integrantes da frente parlamentar que atua em prol da inclusão. “Estamos aqui para discutir o que avançou e, principalmente, o que precisa ser feito. Reconhecemos as entregas, mas o caminho ainda é longo. Por isso, é muito importante ter a colaboração das famílias e dos movimentos sociais nesta discussão.”
Leandra Lopes (PT) defendeu que todo o governo esteja envolvido nas ações. “É assim que faremos a construção de uma cidade mais justa. Queremos fazer a diferença e colaborar com o Executivo para garantir não apenas os direitos dos autistas, mas também de todas as pessoas com deficiência.”
Já a Dra. Mayara Rezende (Republicanos) citou a criação de uma coordenadoria específica para políticas inclusivas. “A iniciativa foi muito importante. Espero que, em breve, seja transformada em uma secretaria. Enquanto parlamentares, seguiremos construindo pontes em busca de melhorias na mobilidade, na educação, na saúde e em todos os direitos assegurados por lei”.
Manu Rezende (MDB) também participou da audiência, assim como Rond Macaé (PSDB), que lembrou a luta do Legislativo em prol da inclusão. “Ao longo dos últimos anos, esta Casa tem aprovado emendas ao orçamento para ampliar os recursos de instituições que realizam atendimentos multidisciplinares.”
Luciano Diniz (Cidadania) ressaltou a importância da luta das famílias e dos movimentos da causa. “Muito do que avançamos ao longo dos últimos anos se deve por essa cobrança”. Já Liomar Queiroz (Agir) reforçou o papel de toda a sociedade. “A deficiência não pode ser vista como um problema. Temos que estar dispostos a mudar e a entender sobre os nossos direitos e deveres.”
Ao lado dos parlamentares, estiveram presentes membros do Executivo, do grupo Motivados pelo Autismo Macaé (Mopam), da ONG Cepis Juan Gabriel, do Instituto T-21 e associações de moradores.
Antes de encerrar a audiência, Cesinha anunciou que será apresentado pedido para realização de um novo encontro, desta vez para debater as questões de todas as deficiências.
* Júnior Barbosa / assessoria de imprensa / Câmara Municipal de Macaé



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