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Análise: resultado é melhor do que performance, e Flamengo segue rotina de altos e baixos no ano

Espaçada e com dificuldade para controlar o jogo após saída de Pablo, equipe fica atrás do placar duas vezes e conta com talento de Arrascaeta, Gabriel e Pedro para buscar empate com o Talleres

Um resultado melhor do que atuação e o Flamengo voltou a passar longe de empolgar seu torcedor no empate por 2 a 2 com o Talleres, pela quarta rodada do Grupo H da Libertadores. Com pouco momentos de intensidade no campo ofensivo e dependendo de lampejos de talentos como Arrascaeta (sempre ele) e Gabriel, a equipe de Paulo Sousa não consegue tirar a pulga de trás da orelha de um torcedor que espera ao menos por consistência.


Técnico Paulo Sousa em Talleres x Flamengo — Foto: Fotobairesarg/AGIF

Os 45 minutos sem sequer dar um chute ao gol de Herrera ajudam a explicar o quanto o Flamengo foi inoperante por boa parte da partida em Córdoba. Espaçado e apelando muito para bolas esticadas, a equipe não só esteve carente de criatividade como deu espaços para que os argentinos equilibrassem um jogo sem muita inspiração de parte a parte.


É verdade que a situação ficou pior após a lesão de Pablo, aos 12 minutos. Com Willian Arão recuado para a defesa e Andreas em campo, o time perdeu controle de bola e deixou buracos na frente da defesa. João Gomes teve dificuldades para acertar o posicionamento, enquanto o próprio Andreas tomou decisões erradas na maioria das primeiras ações e um espaçado Flamengo permitia investidas do Talleres pelos lados.

Foi assim que Michael Santos avançou pela esquerda e cruzou para Willian Arão se precipitar e marcar contra. O volante e o goleiro Santos não se acertaram na comunicação e viram a bola morrer no fundo das próprias redes. Desvantagem que se tornava ainda mais preocupante diante da inoperância ofensiva.


O mesmo espaçamento que preocupava lá atrás atrapalhava na frente. Everton Ribeiro, por exemplo, esteve mais aberto na direita do que de costume e não acertou quase nada. Quando acertou, Gabriel estava impedido. Arrascaeta era quem mais tentava organizar jogadas fazendo valer a velocidade de Bruno Henrique pela esquerda. Não deu certo.


Jogadores do Flamengo comemoram gol contra o Talleres — Foto: Fotobairesarg/AGIF

O uruguaio, por sua vez, não desistiu e deu vida ao Flamengo com um golaço na entrada da área na volta do intervalo após passe de Isla: 1 a 1. A equipe dava indícios de que tomaria as rédeas da partida com marcação alta e maior intensidade, até que, aos 11, Michael Santos, em posição de impedimento, aproveitou cruzamento de Godoy após vacilo na saída de bola para finalizar nas costas de Isla.


A nova desvantagem fez com que Paulo Sousa mandasse o time para o ataque. Lázaro entrou na vaga de Ribeiro e chegou a atuar como volante por alguns minutos, Pedro substituiu João Gomes, e logo no primeiro momento o novo posicionamento funcionou. Fora da área, Gabriel recebeu a bola e serviu o centroavante com o um legítimo meia. Bonito gol de empate.


Não foi suficiente para o Flamengo pressionar pela virada. Os últimos minutos apresentaram um jogo aberto, onde o gramado do estádio Mário Kempes apresentava latifúndios para as duas equipes atacarem.


No fim das contas, o empate ficou de bom tamanho pelas oscilações e pelas circunstâncias. Se está longe de dar espetáculo, o Flamengo se mostra competitivo. Para chegar às oitavas é o suficiente.

* https://ge.globo.com/futebol/Por Cahê Mota — Rio de Janeiro


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