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V Jornada Pedagógica valoriza cultura afro-brasileira e indígena no ensino

Evento da Rede Municipal de Rio das Ostras reuniu cerca de 650 profissionais nos dois dias de palestras


Jornada valorizou cultura indigena e educacao antirracista / foto: Matheus Muller


A V Jornada Pedagógica de Rio das Ostras, realizada nos dias 17 e 18 de junho, colocou em pauta a importância da cultura afro-brasileira e indígena no ensino. O evento reuniu cerca 650 profissionais da educação, nos dois dias de palestras. As formações foram comandadas por Bárbara Carine e Daniel Munduruku – dois grandes nomes da difusão antirracista e indígena no Brasil.


Já tradicional no calendário dos profissionais da Educação, a Jornada Pedagógica contou com esta edição extra no ano letivo de 2024, oportunizando vivências e aprendizagens aos servidores. Com o tema "Olhares que aproximam: Conhecer e respeitar nossas raízes faz parte do aprender!”, a iniciativa cumpre as determinações das leis nº 10639/03 e nº 11635/08. O objetivo foi conscientizar sobre a contribuição dos povos africanos e originários para o desenvolvimento pessoal e comunitário, fomentando o respeito mútuo e a convivência harmoniosa em uma sociedade diversificada.


A diretora adjunta da Escola Municipal Nilton Balthazar, Marcela de Souza, apontou a importância da formação para as didáticas desenvolvidas na rotina escolar.


“Esta foi uma oportunidade muito singular para a nossa rede. Foi um momento para a gente perceber, como educadores, qual é o nosso papel de apresentar a cultura antirracista para os nossos alunos, para que eles possam se reconhecer e se identificar e, assim, construir uma sociedade com menos racismo e exclusão. E isso depende do trabalho que a gente realiza no ‘chão’ da escola”, disse.


Nesta edição, as palestras foram promovidas em dois dias, em turnos diferentes, para que todos os participantes pudessem usufruir do conteúdo apresentado.


“A gente quer construir, no plano da vida e da dinâmica social, essa retórica de que somos todos humanos. E a gente só vai conseguir isso por meio da escola, que é um complexo social extremamente estratégico nesse processo”, destacou a palestrante Bárbara Carine, que é professora, escritora, empresária, idealizadora, sócia e consultora pedagógica da Escola Afro-brasileira Maria Felipa – primeira escola afro-brasileira do Brasil.


Daniel Munduruku foi um dos palestrantes / Foto Matheus Muller


Já Daniel Munduruku, ressaltou a importância da revisão das narrativas acerca dos povos indígenas. “Fizemos uma conversa intensa, interessante e provocativa para fomentar novas ideias sobre a ‘descolonização do pensamento’ sobre a nossa história enquanto país e sociedade”, concluiu.


* ASCOMTI Rio das Ostras

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