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UFRJ alerta para explosão de coronavírus e pede fechamento de praias e eventos

Segundo especialistas, isso acontece sem que a primeira onda de contágio no País tenha terminado


Grande movimentaçao na Praia do Leblon no dia do segundo turno das eleições

Foto: Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia


Rio - O grupo dedicado a combater a pandemia de coronavírus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) emitiu nota técnica, na segunda-feira, 30, alertando para o aumento acelerado de casos de covid-19 no Brasil, em especial na cidade do Rio. Os especialistas pedem que seja tomada uma série de medidas, que incluem novo fechamento das praias e suspensão de eventos esportivos, sociais e culturais.


De acordo com o Grupo de Trabalho Multidisciplinar para o Enfrentamento da Covid-19 da UFRJ, a explosão de casos de covid-19 acontece sem que a primeira onda de contágio no País tenha terminado, o que, segundo os especialistas "torna o problema ainda mais grave e complexo".


"Estamos diante de um quadro muito preocupante no município do Rio", afirma trecho da nota emitida pelo equipe da UFRJ. "O aumento dos casos já está provocando grande estresse no sistema de assistência à saúde (...) A média móvel de sete dias do percentual de ocupação de leitos do Sistema Único de Saúde (UTI adulto) dedicados à covid-19 (UTI/Srag - Síndrome Respiratória Aguda Grave) na Região Metropolitana I está em 93,5%. Já a média móvel de sete dias do percentual de ocupação de leitos de suporte à vida da Rede SUS no município está em 102,1%. Ou seja, não há vagas para internação."


A nota prossegue informando que, nessas condições, "o risco de ocorrerem óbitos sem que o paciente seja internado é elevadíssimo", e acrescenta que "estamos evoluindo em curto período para o colapso da rede de assistência aos pacientes, especialmente os mais graves".


Na avaliação dos especialistas, o novo aumento de casos de transmissão do vírus acontece após uma série de falhas nas medidas de prevenção. "Muitos, especialmente os mais jovens, têm se aglomerado em festas, bares, praias e outros eventos sociais. O processo eleitoral, fundamental à democracia, também gerou aglomerações", diz o texto.


O transporte público inadequado também está contribuindo para a transmissão do vírus. "E as declarações públicas de autoridades governamentais afirmando que não retrocederão nas medidas de flexibilização ampliam a gravidade da situação. Destaca-se que tais medidas não foram acompanhadas de ações visando oferecer transporte público adequado a fim de evitar a sobrecarga, o que torna esse meio de mobilidade um provável foco de disseminação do vírus."


A prefeitura do Rio informou, em nota, que permanece em atenção máxima, com monitoramento constante da evolução dos casos e do comportamento da doença na cidade e no mundo, para tomar as decisões. O conselho científico se reunirá nesta quarta-feira e novas medidas em relação à flexibilidade poderão ser tomadas.


Segundo a prefeitura, a rede municipal de saúde se estruturou para o combate à doença e foi responsável por 69% das internações do início da pandemia até agora.


"Fomos o ente que mais abriu leitos para o combate à Covid-19 na rede SUS da capital e o único que mantém um hospital de campanha em funcionamento (no Riocentro) e uma unidade de referência, o Hospital Ronaldo Gazzola. Somente nas duas últimas semanas, foram abertos na rede municipal 37 novos leitos de UIT Covid. Os hospitais municipais possuem hoje 918 leitos para tratar a doença, sendo 288 leitos de UTI", dizia a nota.


A Prefeitura e o Governo do Estado vêm negociando a ampliação de leitos nas unidades municipais.


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