• Jornal Esporte e Saúde

Rio das Ostras chama atenção para a importância do diagnóstico precoce do HIV

O diagnóstico e tratamento da pessoa com HIV salva vidas e é fundamental para interromper a cadeia de transmissão da doença


O Município oferece os testes rápidos nas Unidades de Saúde \ Foto: Divulgação


Na pandemia da Covid-19, Rio das Ostras teve uma redução expressiva no número de testes de HIV realizados. Mas, nesta quinta-feira, 7 de abril, o Dia Estadual do Diagnóstico Precoce do HIV vem para reforçar a importância da Testagem Rápida, como também, a necessidade do uso dos preservativos para a prevenção do HIV/Aids e de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis - IST.


Para marcar a data, o Município está fazendo ações de orientação e testagem nas Unidades de Saúde. Cartazes também estão fixados nos equipamentos públicos e uma campanha informativa pelas redes sociais e pelo site da Prefeitura divulgam a importância da periodicidade de testagem.


A Lei 6307/2012 instituiu a data para dar mais visibilidade e conscientizar a população a respeito da necessidade de realizar regularmente o teste de HIV. Quanto mais prematura for a detecção da presença da doença, mais rapidamente a pessoa infectada pode começar o tratamento e seguir as recomendações dos profissionais da Saúde.


De acordo com o Ministério da Saúde, conhecer o quanto antes a sorologia positiva para o HIV, aumenta muito a expectativa de vida de uma pessoa que vive com o vírus. O diagnóstico e tratamento da pessoa com HIV salva vidas e é fundamental para interromper a cadeia de transmissão da doença.


PROGRAMA – O Programa IST /HIV/Aids/Hepatites Virais, da Secretaria de Saúde de Rio das Ostras, conta com uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, equipe de enfermagem, nutricionistas, assistente social, psicólogos e farmacêuticos, entre outros profissionais. O serviço funciona na Unidade Nilson Marins, em Cidade Beira Mar.


O Município oferece a PEP – Profilaxia Pós-Exposição que é o uso de medicamentos antiretrovirais por pessoas após terem tido um possível contato com o vírus HIV em situações como: violência sexual; relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha), acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou em contato direto com material biológico).


Para funcionar, a PEP deve ser iniciada logo após a exposição de risco, em até 72 horas; e deve ser tomada por 28 dias. Você deve procurar imediatamente a Unidade de Pronto Atendimento- UPA do Âncora assim que julgar ter estado em uma situação de contato com o HIV. É importante observar que a PEP não serve como substituta à camisinha.


Já a PrEP – Profilaxia Pré-Exposição ao HIV – é o uso preventivo de medicamentos antes da exposição ao vírus do HIV, reduzindo a probabilidade da pessoa se infectar com o vírus. A PrEP deve ser utilizada se você acha que pode ter alto risco para adquirir o HIV.


A PrEP não é para todos e também não é uma profilaxia de emergência, como é a PEP. Os públicos prioritários para PrEP são as populações-chave, que concentram a maior número de casos de HIV no país: gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH); pessoas trans; trabalhadores/as do sexo e parcerias sorodiferentes (quando uma pessoa está infectada pelo HIV e a outra não). Para utilizar a PrEP, o público-alvo deve procurar o Programa.


Para outras informações, o número de contato é (22) 2760-2736.


* ASCOMTI Rio das Ostras




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