• Jornal Esporte e Saúde

Recomendações de segurança do CPJ: Cobrindo o surto de coronavírus

Jornalistas mexicanos, usando equipamento de proteção individual em meio à pandemia do COVID-19, cobrem protesto de funcionários administrativos do Hospital Geral Balbuena, na Cidade do México, em 16 de abril de 2020. (AFP / Pedro Pardo)


Jornalistas mexicanos, usando equipamento de proteção individual em meio à pandemia do COVID-19, cobrem protesto de funcionários administrativos do Hospital Geral Balbuena, na Cidade do México, em 16 de abril de 2020. (AFP / Pedro Pardo)


Jornalistas de todo o mundo estão desempenhando um papel crucial em manter o público informado sobre a pandemia e os esforços dos governos para combatê-la, apesar das tentativas de autoridades de vários países de reprimir as informações independentes e o acesso à informação, como documentado pelo CPJ. Membros de meios de comunicação estão sofrendo enorme pressão e tensão, e frequentemente estão potencialmente expostos a infecções por viagens, entrevistas e locais em que se encontram trabalhando, de acordo com as entrevistas do CPJ com jornalistas. Os jornalistas enfrentaram censura, detenção, assédio físico e on-line e a perda de seus meios de subsistência devido ao COVID-19, conforme salientado em relatórios recentes do CPJ.


À medida que a situação continua a evoluir e com novas informações, recomendações de saúde e notícias atualizadas sobre a epidemia serão emitidas pelas autoridades relevantes. Para manter-se atualizado sobre as mais recentes orientações e restrições, os jornalistas que cobrem o surto devem monitorar as informações da OMS e de seus órgãos locais de saúde pública.


Para manter-se atualizado sobre os mais recentes desdobramentos da pandemia, o John Hopkins University Coronavirus Resource Center [Centro de Recursos de Coronavírus da Universidade John Hopkins] é um meio seguro e confiável.


- FICAR SEGURO EM CAMPO


As restrições de viagens internacionais permanecem em vigor e mudam com frequência. Existe uma alta probabilidade de que todas as coberturas mudem ou sejam canceladas com pouco ou nenhum aviso prévio, devido à rápida mudança e evolução da situação em todo o mundo.


Aqueles que planejam cobrir a pandemia do COVID-19 devem considerar as seguintes informações de segurança:


Foto: reprodução internet.


Pré-cobertura


Para minimizar o risco de exposição, sempre que possível, continue fazendo entrevistas por telefone ou on-line, e não pessoalmente.


De acordo com os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), idosos e indivíduos com condições de saúde subjacentes, como diabetes ou obesidade, são considerados de maior risco. Se você se enquadra nessas categorias, deve evitar participar de qualquer cobertura que o coloque em contato direto com o público em geral. Deve-se considerar também tal função para funcionárias que estejam grávidas.


Ao selecionar o pessoal para alguma reportagem relacionada à pandemia do COVID-19, a chefia deve estar atenta a ataques racistas contra certas nacionalidades, como destacado pela NHK World.


Alguns países que haviam suspendido medidas de bloqueio, voltaram a impô-las, como noticiado pela Forbes. Portanto, discuta quais planos a equipe de gerenciamento da cobertura vai implantar para ajudá-lo e apoiá-lo caso você fique doente durante a cobertura, levando em consideração a possibilidade de precisar isolar-se voluntariamente e/ou de ficar em uma zona de quarentena/confinamento por um longo período.

Bem-estar psicológico


Foto: reprodução internet.


Até os jornalistas mais experientes podem enfrentar problemas psicológicos ao reportar sobre a pandemia de COVID-19, de acordo com o Reuters Institute da Universidade de Oxford. Os que chefiam a cobertura devem conferir regularmente com seus jornalistas como eles estão lidando com isso e oferecer orientação e apoio se e quando necessário.


Familiares provavelmente ficarão preocupados e/ou estressados ​​se você planeja cobrir o COVID-19. Converse com eles sobre os riscos e as preocupações deles. Se necessário, estabeleça uma conversa entre seus familiares e os consultores médicos da sua organização.

Jornalistas disseram ao CPJ que, ao participar da cobertura sobre o COVID-19, até familiares e amigos questionaram os perigos, muitas vezes reagindo negativamente. Isso pode ser desanimador.


Considere o potencial impacto psicológico de informar de um local ou área afetada pelo COVID-19, especialmente se reportar de instalações médicas, de isolamento ou zona de quarentena. Um recurso útil para profissionais da mídia que cobrem situações traumáticas pode ser encontrado no DART Center for Journalism and Trauma [Centro DART para o Jornalismo e Trauma]. Visite a página de Emergências do CPJ para obter recursos externos de segurança, incluindo as melhores práticas de saúde mental para jornalistas que cobrem o COVID-19.


Evitando o contágio e contagiar outros


A maioria dos países está praticando distanciamento social / físico, embora a distância recomendada agora varie dependendo do país em que você está, de acordo com a Reuters. Caso informe de locais como serviços de emergência ou visite lugares de alto risco, como os descritos abaixo, informe-se com antecedência sobre as medidas de higiene necessárias. Em caso de dúvida, não visite.


As recomendações padrão para evitar a infecção incluem:


Tente ficar em ângulo com o entrevistado durante o diálogo, em vez de ficar frente a frente, mantendo a distância física recomendada.


Lave as mãos regularmente, de maneira adequada e completa, por pelo menos 20 segundos de cada vez, usando água quente e sabão. Seque as mãos de maneira apropriada. Um guia muito útil sobre como lavar e secar as mãos adequadamente pode ser encontrado no site da OMS.


Não aperte as mãos, abrace e/ou beije ninguém.


Sempre cubra a boca e o nariz ao tossir ou espirrar. Se você tossir ou espirrar em um lenço de papel, descarte-o imediatamente de maneira segura e apropriada e lembre-se de lavar bem as mãos depois.


Evite tocar seu rosto, nariz, boca, orelhas etc., conforme enfatizado pela BBC.

Evite beber/comer usando xícaras, louças ou talheres que possam ter entrado em contato com outras pessoas.


Todo o cabelo deve estar coberto. Cabelos longos devem ser amarrados e assentados sob uma touca.


Remova todas as joias e relógios antes de qualquer cobertura, observando que o vírus pode permanecer vivo em vários tipos de superfície por diferentes períodos de tempo .


Caso seja possível, evite usar lentes de contato durante a cobertura devido à probabilidade de tocar seus olhos e aumentar suas chances de infecção.


Avalie quais roupas você vai usar, levando em conta que certos tecidos podem ser limpos com mais facilidade do que outros. Todas as roupas devem ser cuidadosamente removidas e lavadas em alta temperatura com detergente após qualquer cobertura.


Se possível, evite manusear dinheiro durante seu trabalho e limpe regularmente seus cartões de crédito/débito, carteira e/ou bolsa. Evite ao máximo colocar as mãos nos bolsos.


Analise como será seu deslocamento para ir e voltar da cobertura. Evite usar transporte público na hora do rush e use álcool gel nas mãos ao desembarcar do meio de transporte.


Se estiver viajando em um automóvel pessoal ou da empresa, lembre-se de que um passageiro infectado pode transmitir o vírus para os outros dentro do veículo, como ressaltado pela BBC na Índia. Viaje com as janelas abertas para garantir um bom fluxo de ar em todo o veículo e considere o uso de coberturas faciais ou máscaras durante todo o percurso.


Faça paradas regulares e esteja atento aos níveis de fadiga e energia, já que pessoas cansadas ​​têm maior probabilidade de cometer erros em sua higiene pessoal. Também leve em conta que as pessoas possam percorrer longas distâncias antes e depois do trabalho.


Sempre lave bem as mãos com água quente e sabão antes, durante e depois de sair de uma área afetada.


Se você apresentar sintomas, especialmente febre ou falta de ar, verifique como obter tratamento médico. A maioria dos órgãos de saúde governamentais agora recomendam a auto quarentena para evitar infecção de outras pessoas. Se estiver em uma área altamente infectada, provavelmente encontrará outros pacientes infectados com COVID-19 em centros de tratamento lotados, aumentando assim suas chances de exposição.


Se usar máscara, siga as seguintes recomendações:


Se necessário, uma máscara N95 (ou FFP2/FFP3) é recomendada em vez de uma máscara “cirúrgica” padrão.


Verifique se a máscara se encaixa com segurança sobre a ponte do nariz e a do queixo, minimizando as lacunas no ajuste. Garanta que todos os pelos faciais sejam mantidos absolutamente no mínimo para garantir uma boa e firme vedação ao rosto. Esteja ciente de que pelos faciais grossos impedirão que isso aconteça.


A adesão estrita à segurança da máscara facial é essencial. Evite tocar na parte da frente da máscara, remova-a apenas pelas correias e evite ajustá-la, a menos que seja absolutamente necessário. Lave as mãos imediatamente se elas entrarem em contato com a máscara.

Reutilizar máscaras é de alto risco. Sempre descarte imediatamente as máscaras usadas em um saco selado.


Sempre lave as mãos com sabão e água quente ou com um desinfetante para as mãos à base de álcool (mais de 60% de etanol ou 70% de isopropanol) após remover a máscara, mas lave as mão com água quente e sabão assim que possível.


Substitua a máscara por uma nova, limpa e seca, assim que ficar molhada ou umedecida.

Lembre-se de que o uso de uma máscara é apenas uma parte da proteção pessoal. Não tocar na boca, nariz e olhos e lavar as mãos regularmente com água quente e sabão é absolutamente essencial.


Esteja ciente de que as máscaras faciais podem estar em falta e / ou sujeitas a aumentos acentuados de preços, dependendo do local.


* https://cpj.org/pt/

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